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Cuiabá vira o jogo e vence o Mixto pelo Campeonato Mato-grossense

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Em um jogo dominante, o Cuiabá conquistou sua primeira vitória em grande estilo na temporada de 2024. A equipe goleou o Dom Bosco por 5 a 0, no estádio Arena Pantanal, no último sábado. O confronto fez parte da terceira rodada do Campeonato Mato-grossense.

Isidro Pitta marcou dois gols, assim como Deyverson, enquanto Eliel completou a goleada. Com a vitória, o Cuiabá se prepara agora para enfrentar o Luverdense na próxima quinta-feira, no estádio Passo das Emas, pela quarta rodada do estadual.

O jogo começou com domínio completo do Cuiabá no primeiro tempo. A equipe controlou a posse de bola e as ações do jogo, construindo várias chances de gol. Jonathan Cafú acertou a trave em uma finalização dentro da área, enquanto Lucas Mineiro quase marcou de cabeça duas vezes. Allyson também teve uma boa oportunidade pelo alto.

A chance mais clara surgiu aos 31 minutos, quando o jogador Clayson arriscou um chute de fora da área. A bola desviou na defesa adversária, mas o goleiro conseguiu evitar o gol. No rebote, Cafú finalizou, mas foi bloqueado pelo zagueiro.

O destaque ofensivo do Cuiabá na primeira etapa foi Clayson, que atuou tanto como ponta esquerda quanto como armador. Ele levou perigo em um chute de voleio que raspou o travessão e em outras finalizações de fora da área.

No segundo tempo, o domínio do Cuiabá se transformou em gols. A equipe sufocou o adversário e marcou quatro vezes em 21 minutos. Isidro Pitta abriu o placar aos nove minutos, após o rebote de um chute de Clayson. Quatro minutos depois, Deyverson ampliou o marcador com um belo gol de peito.

O trio de ataque do Cuiabá continuou eficiente, e Pitta marcou seu segundo gol de cabeça aos 17 minutos. Logo em seguida, Deyverson anotou o quarto gol do Cuiabá em um contra-ataque veloz com assistência de Clayson. A equipe passou a administrar o resultado, mas também continuou atacando. Aos 39 minutos, Pitta cruzou para Eliel marcar seu primeiro gol com a camisa do Cuiabá e fechar o placar em 5 a 0.

Com essa vitória, o Cuiabá alcança 5 pontos em três rodadas e se mantém invicto no Campeonato Mato-grossense. O próximo desafio será contra o Luverdense, fora de casa.

O Cuiabá entrou em campo com a seguinte escalação: Walter, Matheus Alexandre, Marllon, Allyson, André Luís, Filipe Augusto, Lucas Mineiro, Denilson (Guilherme Madruga), Jonathan Cafú (Deyverson), Clayson (Eliel) e Isidro Pitta. A equipe é comandada pelo técnico português António Oliveira.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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