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Com elenco principal, Flamengo vence Sampaio Corrêa-RJ no Mangueirão

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Na volta do time principal da pré-temporada, o Flamengo venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (31), no Mangueirão, pela quinta rodada do Carioca. Bruno Henrique e Gabi marcaram os gols do Mengão ainda no primeiro tempo. Rubro-Negro terá pela frente o clássico contra o Vasco, no próximo domingo (4).

O jogo
No primeiro confronto da história entre as duas equipes, o Flamengo iniciou a partida controlando a posse de bola no campo ofensivo. A primeira boa chegada rubro-negra aconteceu aos sete minutos. Em bola levantada na área, David Luiz cabeceou no canto, mas o goleiro se esticou e fez a defesa.

Dois minutos depois, o Mengão inaugurou o marcador em Belém! De La Cruz cobrou falta colocado, o goleiro deu rebote e Bruno Henrique se antecipa à defesa e marca o primeiro gol do jogo: 1 a 0.

Após o gol, o time rubro-negro seguiu valorizando a posse de bola no campo de ataque. Quando o Sampaio Corrêa tentava descer, a recomposição para recuperar a bola era rápida. Aos 26’, Gabi ficou com a sobra e arriscou o chute de fora da área, mas a bola foi para fora.

Aos 30’, em jogada de falta ensaiada, Arrascaeta rolou para Gabi soltar a bomba. A bola desviou na barreira, quase enganou o goleiro, mas ele conseguiu defender com os pés. Em seguida, outra boa trama do ataque rubro-negro. David Luiz lançou na direita para Wesley, que cruzou rasteiro para o meio da área. Gabi fez o corta-luz e Arrascaeta bateu de primeira para defesa de Leandro Matheus.

O Mengão ampliou o marcador aos 41’ com Gabi! Arrascaeta ganhou a dividida, avançou em direção à área e tocou para o camisa 10, que fez o facão para bater na saída do goleiro: 2 a 0. Vale destacar que com o gol, o atacante encerrou um longo jejum sem balançar as redes. A primeira etapa terminou com vantagem rubro-negra.

Foto: Marcelo Cortes / CRF
Foto: Marcelo Cortes / CRF

Na volta do intervalo, o técnico Tite promoveu duas alterações. Saíram Gerson e Erick para as entradas de Luiz Araújo e Allan, respectivamente. Aos oito minutos, o Flamengo desceu em velocidade com De La Cruz, que achou Gabi livre na entrada da área, mas o atacante foi bloqueado na hora do chute.

Aos 11’, o time rubro-negro recuperou a bola no campo ofensivo e Arrascaeta chutou forte. O goleiro fez a defesa em dois tempos. O Mais Querido seguiu mantendo a posse de bola no ataque e buscando criar oportunidades. Aos 35’, Luiz Araújo fez o drible na diagonal e bateu forte para defesa de Leandro Matheus.

Nos minutos finais, o Flamengo administrou o resultado e saiu de campo com a vitória, a segunda na competição após dois empates nas últimas duas rodadas.

Próximo compromisso
O Rubro-Negro terá pela frente o clássico contra o Vasco no próximo domingo (4), às 19h, no Maracanã, pela sexta rodada do Campeonato Carioca.

Ficha técnica

Sampaio Corrêa-RJ 0x2 Flamengo

5ª Rodada do Campeonato Carioca
Local: Estádio do Mangueirão, Belém-PA
Data e hora: 31/01/2024 às 21h30
Arbitragem: Carlos Tadeu Ferreira de Castro, Gustavo Mota Correia e Raphael Carlos de Almeida Tavares
Cartões amarelos: Paulo Vítor (SCO), Thuram (SCO), Rodrigo Dantas (SCO), Allan (FLA)
Gols: Bruno Henrique (9’1ºT) e Gabi (41’1ºT).

Flamengo: Rossi; Wesley, David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Varela); Erick Pulgar (Allan), Gerson (Luiz Araújo), Arrascaeta (Matheus Gonçalves) e De La Cruz (Rayan Lucas); Bruno Henrique e Gabi. Técnico: Tite.

Sampaio Corrêa-RJ: Leandro Matheus; Roberto (Rafael Pernão), Índio, Thuram e Paulo Vítor (Guilherme); Eduardo Rosado (Elenilson), Marcelo e Rodrigo Dantas; Hugo Cabral (Max) Lucas Carvalho (Gabriel Agú) e Abner. Técnico: Silvestre dos Anjos.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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