Esporte

Fluminense bate Audax e cola na liderança do Carioca

Publicado em

Esporte


Em uma partida disputada no Estádio Elcyr Resende, nesta quinta-feira (25.01), o Fluminense conquistou uma vitória por 1 a 0 sobre o Audax-RJ, se aproximando da briga pela liderança do Campeonato Carioca.

O jogo, válido pela 3ª rodada, foi marcado pelo gol de Lelê no primeiro tempo, que se tornou o artilheiro da competição com três gols.

Mesmo com uma equipe alternativa em campo, o Fluminense conseguiu impor seu jogo e controlar as ações. Após um susto no início da partida, com um chute perigoso do Ítalo para o gol do Flu, a equipe passou a ter mais posse de bola e trocar passes, buscando furar a defesa do Audax. O lado direito do campo, com o apoio do lateral Justen, foi bastante utilizado pela equipe tricolor.

Após uma paralisação para hidratação, o Fluminense abriu o placar com o gol de Lelê. O atacante recebeu em uma boa posição e tocou entre as pernas do goleiro, colocando a equipe na frente. Logo em seguida, o Flu teve outra oportunidade clara, porém Felipe Andrade desperdiçou ao mandar a bola perto da trave. O placar permaneceu 1 a 0 até o intervalo.

No segundo tempo, o jogo esfriou e poucas chances foram criadas por ambas as equipes, com o Audax-RJ buscando o empate. A equipe do Audax tentou pressionar e finalizar a gol, mas sem sucesso. O Fluminense, por sua vez, teve contra-ataques, mas pecou no último passe.

Com essa vitória, o Fluminense chegou aos sete pontos e assumiu a terceira colocação no Campeonato Carioca, empatado em pontos com o Vasco e o Nova Iguaçu. Porém, o time fica atrás do Vasco no saldo de gols e do Nova Iguaçu em gols marcados. O Audax-RJ permanece zerado na última posição.

O próximo desafio do Fluminense será diante do Nova Iguaçu, em casa, no próximo domingo (28), às 18h10 (horário de Brasília). Já o Audax-RJ enfrentará o Boavista no dia seguinte, às 20h30. Ambos os jogos são válidos pela 4ª rodada do Campeonato Carioca.

Apesar de alguns momentos de susto, o Fluminense conseguiu controlar o jogo e conquistar uma importante vitória contra o Audax-RJ, aumentando suas chances em se aproximar da briga pela liderança do Campeonato Carioca. A equipe tricolor segue demonstrando um bom desempenho, mesmo com um elenco alternativo em campo, e busca manter uma sequência de bons resultados na competição.





AGÊNCIA DE ESPORTES

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA