Esporte
Novorizontino elimina São Paulo e vai às quartas pela 1ª vez
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O Novorizontino está nas quartas de final da Copinha Sicredi. Jogando na Arena Fonte Nova, em Araraquara, a equipe do interior paulista superou o São Paulo pelo placar de 3 a 2 e garantiu seu passaporte às quartas de final da competição pela primeira vez em sua história. Com o resultado, o time de Novo Horizonte agora aguarda o vencedor do duelo entre Athletico-PR e Grêmio para conhecer seu próximo adversário.
A partida em Araraquara começou com muito estudo entre os adversários, mas com boa intensidade. A primeira grande chance surgiu aos 16, para o São Paulo. Ryan lançou William Gomes, que na hora da finalização, foi travado por Dantas. A investida do time da capital surtiu efeito.
Aos 23, em escanteio curto, a bola sobrou para William Gomes, que achou Lucas Loss, que empurrou para o fundo do gol e abriu o placar. Após marcar, porém, a situação do São Paulo complicou. Aos 31, em saída errada do goleiro Leandro, a bola caiu nos pés de Dantas, que serviu Lucas Café. O camisa 10 passou pela defesa e chutou firme no canto, deixando tudo igual para o Novorizontino.
Apenas três minutos depois, a equipe de Cotia respondeu. Negrucci cruzou na cabeça de Palmberg, que mandou a bola no canto. O goleiro Scarpin, porém, tocou nela e a bola parou na trave. E quando parecia que o jogo ia empatado para o intervalo, mais um vacilo. A defesa do São Paulo se atrapalhou e Lucas Café tocou para Kauê Canela, que aos 44, virou para o Novorizontino.
Na volta para o segundo tempo, o São Paulo passou muito perto de empatar a partida logo no minuto inicial. William Gomes cruzou da esquerda e achou Caio, que esticou a perna, mas não acertou a direção. Aos seis, o time da capital quase mudou o marcador novamente com Caio, mas parou em Scapin. E o Novorizontino não perdoou.
No minuto seguinte, após cruzamento da direita, a bola sobrou nos pés de Lucas Café, que chutou forte para fazer o terceiro da equipe de Novo Horizonte na partida, ampliando a vantagem. O São Paulo então passou a pressionar os adversários, mas com pouca objetividade. E foi na raça que a equipe diminuiu.
Aos 42, Em cobrança de escanteio, a bola ficou pendurada na área e sobrou para Negrucci, que chutou de primeira, no ângulo. A reação, porém, não foi suficiente. Após sete minutos de acréscimos, a partida foi encerrada em 3 a 2 para o Novorizontino.
As oitavas de final serão finalizadas na quarta-feira (17). O mata-mata ainda seguirá com quartas, semifinais e final, sempre em jogos únicos. Em caso de empate, a decisão vai para os pênaltis.
Confira todos os jogos da terça-feira (16):
Corinthians 6 x 0 CRB
Novorizontino 3 x 2 São Paulo
21h
Athletico-PR x Grêmio
21h40
Ituano-SP x América-MG
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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