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Ederson é coroado como melhor goleiro de 2023 pelo prêmio Fifa The Best

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O mundo do futebol celebrou mais uma vez o talento inigualável de Lionel Messi. O atacante do Inter Miami foi consagrado o melhor jogador da temporada 2022/23 na oitava edição do The Best, organizado pela Fifa nesta segunda-feira. Messi, que já havia recebido o prêmio em outras sete ocasiões, incluindo nos anos de 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019 e 2022, superou os talentosos Erling Haaland e Kylian Mbappé em uma disputa acirrada pelo topo do futebol mundial.

Aos 36 anos, o argentino impressionou o mundo com performances estelares tanto no Paris Saint-Germain quanto no Inter Miami, tendo marcado presença em campo em 32 dos 55 jogos disputados. Apesar de sua ausência na cerimônia, Messi foi amplamente reverenciado por suas contribuições significativas ao esporte durante a temporada.

O processo de seleção do The Best, que decorreu de 19 de dezembro de 2022 a 20 de agosto de 2023, contou com votos provenientes de treinadores e capitães de seleções nacionais, jornalistas especializados e fãs ao redor do globo, todos unidos em reconhecimento ao brilhantismo do argentino.

Em outra categoria prestigiada, Pep Guardiola foi agraciado com o prêmio de melhor treinador do mundo, após levar o Manchester City ao triunfo na Copa da Inglaterra, na Premier League e na Liga dos Campeões. O técnico espanhol é conhecido por sua abordagem inovadora e tática, construindo um legado de sucesso por onde passa.

O evento ainda destacou a seleção ideal, que reúne um esquadrão de estrelas do futebol atual. Guardiões do gol como Thibaut Courtois; defensores ágeis como Kyle Walker, John Stones, Rúben Dias; meio-campistas criativos como Bernardo Silva, Jude Bellingham, Kevin De Bruyne; e um ataque formidável composto por Erling Haaland, Kylian Mbappé, Lionel Messi e Vinícius Júnior, todos foram eleitos para compor a equipe dos sonhos do futebol nesta temporada.

A oitava vitória de Messi no The Best solidifica ainda mais seu legado como um dos maiores, senão o maior, jogador de futebol de todos os tempos, enquanto o mundo do futebol se curva mais uma vez diante de seu gênio indiscutível.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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