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Corinthians aplica goleada histórica no Atlético-GO e carimba passaporte para oitavas da Copinha

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Na ensolarada tarde deste domingo (14.01), o gramado do estádio Bento de Abreu, em Marília, foi palco de uma exibição de gala do Corinthians, que em um espetáculo de futebol, despachou o Atlético-GO com uma goleada esmagadora de 4 a 1. A vitória, válida pela terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, marcou o retorno triunfal do Timãozinho às oitavas de final do torneio, feito que não era alcançado desde 2020.

O último ato memorável do Alvinegro na Copinha data de quatro anos atrás, sob a batuta de Dyego Coelho, quando a equipe teve seu avanço interrompido na semifinal pelo Internacional. A edição de 2021 da competição foi suspensa em decorrência dos desafios impostos pela pandemia da covid-19, e nos dois anos sucessivos, o Corinthians encontrou seu epílogo na terceira fase, barrado por Resende e Sport, respectivamente.

A sinfonia corinthiana começou a ser tocada aos 18 minutos do primeiro tempo, com Arthur Sousa balançando a rede e inaugurando o marcador. Em um ritmo alucinante, Pedrinho, o maestro do meio-campo, ampliou a vantagem, enquanto Higor, a jóia da ponta, orquestrou o terceiro, aos 27 minutos, deixando a torcida em êxtase. O Atlético-GO ainda conseguiu esboçar uma reação com o tento de Almeida, mas foi apenas um sopro de esperança na dominante marcha corinthiana.

A segunda metade do embate viu o Corinthians manter o domínio e sacramentar a vitória com o bis de Pedrinho, que, após receber um passe cirúrgico de Breno Bidon, não perdoou e cravou o quarto gol, selando o destino do confronto.

Com a vaga assegurada nas oitavas de final, o Timãozinho aguarda agora o desfecho do duelo entre Fortaleza e CRB, para conhecer seu próximo adversário em mais um capítulo dessa emocionante jornada rumo ao título. O encontro decisivo entre as equipes promete ser um confronto estelar neste domingo, às 20h30 (hora de Brasília).

 





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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