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Palmeiras goleia o Oeste-SP e avança para segunda fase da Copinha

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O time Sub-20 do Verdão derrotou o Oeste-SP por 4 a 1, nesta quarta-feira (10), na Arena Barueri, pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os gols das Crias da Academia foram marcados por Thalys, Estêvão, Gabriel Vareta e Luighi.

Com o resultado, o Palmeiras garantiu a primeira colocação do grupo 24. Na segunda fase da Copinha, o time alviverde terá pela frente o Oeste, no sábado (13), com horário ainda não determinado pela FPF.

Até o momento, o Verdão tem três vitórias pela competição, com 15 gols marcados e um sofrido – este é o maior número de bolas na rede do Palmeiras em uma primeira fase do certame. O artilheiro da equipe é Estêvão, com quatro tentos. Agora, o clube palestrino tem 18 triunfos consecutivos pela Copinha, ampliando o recorde de triunfos em sequência no torneio.

O Palmeiras pode se tornar o primeiro time a conquistar a Copinha três vezes seguidas. Em 2022, o Palestra foi campeão ao golear o Santos por 4 a 0 na final, no Allianz Parque. No ano passado, as Crias da Academia faturaram a taça ao baterem o América-MG por 2 a 1 na decisão, no Canindé.

Estêvão voltou a marcar pelo Palmeiras na Copinha (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon)

O jogo

Na primeira finalização, Ian recebeu na entrada da área e arrematou à direita do gol. Em arremate de longe, Kauan Santos soltou uma bomba e carimbou o travessão. Aos 11 minutos, Edney recebeu pela direita e fez cruzamento rasteiro preciso para Thalys, que apenas completou para a rede e abriu o placar. Em seguida, Kauan Santos cruzou pela direita e encontrou Léo na pequena área, mas o goleiro impediu o tento do volante. Aos 22, o Oeste empatou com Rhaisson.

Com menos de um minuto do segundo tempo, Estêvão fez grande jogada e foi derrubado dentro da área. Na cobrança do pênalti, o camisa 10 mandou no ângulo esquerdo e recolocou o Palmeiras na frente. Logo em seguida, os refletores se apagaram com a chuva, e o jogo foi paralizado.

No retorno, aos 14 minutos, Gabriel Vareta fez o levantamento para a área, a bola passou pelo goleiro e entrou. Aos 38, Riquelme lançou na área, Allan escorou e Luighi marcou o quarto do Verdão.

Palmeiras Sub-20: Aranha; Edney, Pedro Felipe, Talisca (Vitor Reis) e Arthur (Luighi); Léo, Ian (Gabriel Vareta) e Kauan Santos (Allan); Estêvão (Vitor André), Thalys (Erick Belé) e Riquelme Fillipi. Técnico: Lucas Andrade.

Veja todos os jogos do Palmeiras na Copinha:

Primeira fase

04/01: Palmeiras 7 x 0 Queimadense-PB – Arena Barueri
Gols: Estêvão (duas vezes), Allan, Talisca, Gilberto, Riquelme Fillipi e Vitor André

07/01: União ABC-MS 0 x 4 Palmeiras – Arena Barueri
Gols: Thalys, Kauan Santos, Estêvão e Riquelme Fillipi

10/01: Oeste-SP 1 x 4 Palmeiras – Arena Barueri
Gols: Thalys, Estêvão, Gabriel Vareta e Luighi





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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