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Atlético-MG goleia o Flamengo no Maracanã

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O Atlético-MG confirmou sua excelente fase ao golear  o Flamengo por 3 a 0, no Maracanã, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com essa vitória, o Galo alcançou a vice-liderança do torneio, somando 63 pontos. Enquanto isso, o Flamengo, apesar de ter a mesma pontuação, caiu para o quarto lugar.
Com essa derrota, as chances de título para o time carioca ficaram distantes. Isso porque o Palmeiras está vencendo o América-MG e alcançando 66 pontos.

O Atlético-MG abriu o placar logo no início do primeiro tempo com um gol de Paulinho. Na etapa final, ampliou a vantagem com gols de Edenílson e Rubens.

Na próxima rodada, o Flamengo enfrentará o Cuiabá no Maracanã, às 16 horas (de Brasília) de domingo. Já o Atlético-MG jogará contra o São Paulo, em Belo Horizonte, às 21 horas de sábado.

A partida começou movimentada, com o Flamengo tentando pressionar nos primeiros minutos, mas o Atlético-MG abriu o placar aos sete minutos, com Paulinho.

Os rubro-negros quase empataram logo em seguida com um cabeceio de Léo Pereira, que foi defendido por Everson. O Atlético-MG também assustou com um chute de longa distância de Otávio.

Com o passar do tempo, o Flamengo aumentou a pressão e quase marcou aos 36 minutos, com um chute de Everton Cebolinha.

O Atlético-MG respondeu com Hulk, que recebeu um passe na área, mas chutou perto do gol. Assim, o Galo conseguiu segurar a vantagem até o intervalo.

No segundo tempo, o Atlético-MG aproveitou um contra-ataque aos cinco minutos para ampliar o placar no Maracanã, com um gol de Edenílson.

O Flamengo sentiu o revés e, apesar de manter a posse de bola, teve dificuldades em criar oportunidades contra a defesa do Galo.

A partida seguiu com o mesmo panorama ao longo da etapa final, com o Flamengo parando na defesa do Atlético-MG e os mineiros buscando avanços rápidos.

O time mineiro confirmou a vitória aos 36 minutos do segundo tempo, em mais um contra-ataque, com Rubens marcando de carrinho.

Nos minutos finais, o Flamengo continuou em busca de um gol de honra, mas o Atlético-MG manteve uma boa marcação para sair de campo com a vitória.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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