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São Paulo empata sem gols com o Cuiabá pelo Brasileirão

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Foto: Paulo Pinto | São Paulo

O São Paulo empatou em 0 a 0 com o Cuiabá, neste domingo (26.11), em partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no Morumbi.

Com esse resultado, o São Paulo permanece na décima posição, somando 47 pontos.

O Cuiabá está logo acima, na nona colocação, com 48 pontos. O próximo jogo do São Paulo será contra o Bahia, na quarta-feira, na Arena Fonte Nova, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 20 horas (horário de Brasília). No mesmo dia e horário, o Cuiabá receberá o Internacional, na Arena Pantanal.

O São Paulo teve a primeira chance de gol no jogo após um início mais cauteloso. Luciano arriscou um chute de fora da área depois de receber um passe de Michel Araujo, mas mandou a bola por cima do gol de Walter. A partir daí, o time da casa continuou dominando a posse de bola e avançou mais no campo de ataque, mas teve dificuldade em furar a defesa do Cuiabá.

Aos 12 minutos do segundo tempo, o São Paulo quase abriu o placar. Lucas cabeceou perigosamente após uma jogada pela direita, obrigando Walter a fazer uma defesa espetacular e salvar o Cuiabá. O Cuiabá respondeu com um chute cruzado de Jonathan Cafu, mas Rafael fez uma defesa tranquila.

Pouco depois, Clayson recebeu um passe de Denilson na área, porém, furou o chute. Em seguida, ele tentou novamente com a cabeça, mas Arboleda cortou o lance. O jogo seguiu equilibrado, com ambos os times buscando oportunidades de gol, mas sem conseguir criar chances claras.

Aos 36 minutos, o Cuiabá teve uma chance de marcar após uma confusão dentro da área, mas Raniele errou na finalização e o São Paulo conseguiu afastar o perigo. Sete minutos depois, Michel Araujo sofreu uma falta perto da entrada da área, mas o chute de James foi por cima e a defesa afastou.

O segundo tempo começou um pouco mais acelerado. Aos sete minutos, James arriscou um chute de longe, mas mandou a bola por cima do gol do Cuiabá. O Cuiabá respondeu quase imediatamente, com um cruzamento de Denilson para Isidro Pitta, que foi cortado pela defesa do São Paulo.

Aos 15 minutos, David, que havia acabado de entrar em campo, lançou a bola na área e Talles Costa finalizou, mas Walter defendeu. O Cuiabá tentou aos 20 minutos, com Pitta, mas o goleiro Rafael estava atento e fez a defesa. O São Paulo cometeu mais um erro aos 28 minutos, quando Rato passou a bola para Pablo Maia na entrada da área, mas ele chutou mal.

Depois de um escanteio cobrado por Wellington Rato aos 38 minutos, Arboleda cabeceou fraco e a bola ficou nas mãos de Walter. Minutos depois, Erison cruzou a bola na área para David, que finalizou, mas o goleiro defendeu. A bola ficou solta na pequena área, mas Erison não conseguiu alcançá-la antes de Walter, que evitou o gol.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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