Esporte
Athletico Paranaense e Vasco ficam só no empate pelo Brasileirão
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A equipe athleticana volta a campo na próxima quinta-feira (30), contra o Cruzeiro, no Mineirão.
Veja os melhores momentos do jogo
O Jogo
Logo no primeiro minuto, o Athletico levou perigo ao arco vascaíno com um chute de fora da área de Christian, por cima do gol. Pouco depois, Christian roubou a bola no ataque e tocou na área para Willian, que bateu de perna esquerda e acertou o travessão.
O Rubro-Negro teve outras boas chances na primeira etapa. Vitor Bueno deixou Canobbio cara a cara com o goleiro, mas o chute do uruguaio foi para fora. E aos 36′, uma ótima jogada quase terminou com um golaço. Erick fez lindo lançamento para Willian, que recebeu na área e rolou para Christian. O chute saiu raspando a trave.

A segunda etapa começou com um susto, mas Bento estava atento e fez ótima defesa em chute de Gabriel Pec. Logo em seguida, a resposta veio em um belo chute de Canobbio, que subiu demais e saiu por cima do gol.
O Furacão teve oportunidades em finalizações de Willian, Erick, Zapelli, Vitor Bueno, Canobbio… Mas não era mesmo dia de gol na Ligga Arena. A última boa chance aconteceu já aos 48′, em um chute de fora da área de Fernandinho, que o goleiro vascaíno espalmou, garantindo o placar fechado no Caldeirão.
Ficha técnica
Athletico 0x0 Vasco
Campeonato Brasileiro 2023: 35ª rodada
Data: 25/11/2023 (sábado)
Horário: 19h30
Local: Ligga Arena
Público total: 22.056
Público pagante: 21.053
Renda: R$ 1.027.040,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
Quarto árbitro: Leonardo Ferreira Lima (RS)
Árbitro de vídeo: Wagner Reway (PB)

Athletico Paranaense: Bento; Cacá, Thiago Heleno e Esquivel; Cuello (Madson, aos 18′ do 2º tempo), Fernandinho, Erick e Canobbio; Vitor Bueno (Arriagada, aos 41′ do 2º tempo), Willian (Vitor Roque, anos 18′ do 2º tempo) e Christian (Zapelli, aos 18′ do 2º tempo)
Técnico: Wesley Carvalho
Cartão amarelo: Cuello
Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique (Puma Rodríguez, aos 23′ do 2º tempo), Maicon, Medel (Robson Bambu, aos 36′ do 2º tempo) e Léo; Zé Gabriel, Paulinho (Praxedes, aos 23′ do 2º tempo), Marlon Gomes (Payet, aos 36′ do 2º tempo) e Lucas Piton; Gabriel Pec (Mateus Carvalho, aos 41′ do 2º tempo) e Vegetti
Técnico: Ramón Díaz
Cartões amarelos: Maicon, Léo, Marlon Gomes e Robson Bambu
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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