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Athletico Paranaense e Vasco ficam só no empate pelo Brasileirão

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O Athletico não conseguiu aproveitar as chances criadas diante do Vasco, neste sábado (25). Não teve bola na rede na Ligga Arena e o placar apontou 0 a 0, com apenas um ponto a mais para o Rubro-Negro no Campeonato Brasileiro.O resultado deixa o Furacão com 51 pontos. A 35ª rodada terá mais sete jogos no domingo (26).

A equipe athleticana volta a campo na próxima quinta-feira (30), contra o Cruzeiro, no Mineirão.

Veja os melhores momentos do jogo

O Jogo

Logo no primeiro minuto, o Athletico levou perigo ao arco vascaíno com um chute de fora da área de Christian, por cima do gol. Pouco depois, Christian roubou a bola no ataque e tocou na área para Willian, que bateu de perna esquerda e acertou o travessão.

O Rubro-Negro teve outras boas chances na primeira etapa. Vitor Bueno deixou Canobbio cara a cara com o goleiro, mas o chute do uruguaio foi para fora. E aos 36′, uma ótima jogada quase terminou com um golaço. Erick fez lindo lançamento para Willian, que recebeu na área e rolou para Christian. O chute saiu raspando a trave.

A segunda etapa começou com um susto, mas Bento estava atento e fez ótima defesa em chute de Gabriel Pec. Logo em seguida, a resposta veio em um belo chute de Canobbio, que subiu demais e saiu por cima do gol.

O Furacão teve oportunidades em finalizações de Willian, Erick, Zapelli, Vitor Bueno, Canobbio… Mas não era mesmo dia de gol na Ligga Arena. A última boa chance aconteceu já aos 48′, em um chute de fora da área de Fernandinho, que o goleiro vascaíno espalmou, garantindo o placar fechado no Caldeirão.

Ficha técnica

Athletico 0x0 Vasco 

Campeonato Brasileiro 2023: 35ª rodada
Data: 25/11/2023 (sábado)
Horário: 19h30
Local: Ligga Arena

Público total: 22.056
Público pagante: 21.053
Renda: R$ 1.027.040,00

Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
Quarto árbitro: Leonardo Ferreira Lima (RS)
Árbitro de vídeo: Wagner Reway (PB)

Athletico Paranaense: Bento; Cacá, Thiago Heleno e Esquivel; Cuello (Madson, aos 18′ do 2º tempo), Fernandinho, Erick e Canobbio; Vitor Bueno (Arriagada, aos 41′ do 2º tempo), Willian (Vitor Roque, anos 18′ do 2º tempo) e Christian (Zapelli, aos 18′ do 2º tempo)
Técnico: Wesley Carvalho
Cartão amarelo: Cuello

Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique (Puma Rodríguez, aos 23′ do 2º tempo), Maicon, Medel (Robson Bambu, aos 36′ do 2º tempo) e Léo; Zé Gabriel, Paulinho (Praxedes, aos 23′ do 2º tempo), Marlon Gomes (Payet, aos 36′ do 2º tempo) e Lucas Piton; Gabriel Pec (Mateus Carvalho, aos 41′ do 2º tempo) e Vegetti
Técnico: Ramón Díaz
Cartões amarelos: Maicon, Léo, Marlon Gomes e Robson Bambu

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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