Esporte
Brasil perde para Argentina e amarga 6° lugar nas Eliminatórias da Copa
Esporte
O Brasil sofreu mais uma derrota nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, desta vez foi para a Argentina, por 1 a 0, no Maracanã. A realização da partida foi ameaçada devido a uma briga generalizada nas arquibancadas.
O jogo começou com cerca de 30 minutos de atraso. A seleção argentina chegou a retornar ao vestiário liderada por Messi, mas voltou ao campo minutos depois.
Ao invés de separar a torcida visitante, as autoridades optaram por ter torcida mista no Maracanã. Infelizmente, isso resultou em brigas antes mesmo do início da partida.
Embora o Brasil tenha dominado a maior parte do jogo, foi a Argentina quem abriu o placar com um gol de Otamendi. O zagueiro superou a defesa após um escanteio cobrado por Lo Celso e cabeceou para o gol.
Messi teve uma atuação apagada durante toda a partida, assim como toda a seleção argentina. O craque ainda segue sem marcar contra o Brasil em jogos oficiais.
Com a derrota, a Argentina continua na liderança das Eliminatórias com 15 pontos. O Brasil caiu para a sexta colocação, com apenas 7 pontos.
A próxima partida das Eliminatórias está marcada para daqui a quase um ano, em setembro de 2024. O Brasil enfrentará o Equador e o Paraguai, enquanto a Argentina jogará contra o Chile e a Colômbia.
Ficha Técnica
Brasil 0 x 1 Argentina
Elimintórias da Copa do Mundo – 6ª rodada
Data: 21/11/2023 (terça-feira)
Local: estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Piero Maza Gomez (CHI)
Assistentes: Claudio Andres Urrutia Cordova (CHI) e Miguel Andres Rocha Svigilsky (CHI)
VAR: Juan Ignacio Lara Luco (CHI)
Amarelos: Carlos Augusto, Raphinha e Gabriel Jesus;
Vermelho: Joelinton
Gol: Otamendi (17’/2ºT)
Público: 68.138
Renda: R$ 19.989.700,00
BRASIL: Alisson; Emerson Royal, Marquinhos (Nino), Gabriel Magalhães (Joelinton) e Carlos Augusto; André e Bruno Guimarães (Douglas Luiz); Raphinha (Endrick), Rodrygo, Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli, (Raphael Veiga). Técnico: Fernando Diniz
ARGENTINA: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cuti Romero, Otamendi e Acuña (Tagliafico); De Paul, Enzo Fernández (Paredes), MacAllister e Lo Celso (Nico González); Lionel Messi (Di María) e Julián Álvarez (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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