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Athletico Paranaense e Fortaleza empatam no Brasileirão
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Willian Bigode marcou o gol rubro-negro, aos 11′ do segundo tempo, logo depois que o adversário havia aberto a contagem. A partir daí, a partida, que era equilibrada, teve apenas o Athletico no campo de ataque até o instante final.
Com o ponto somado, o Furacão chega a 50 no Brasileirão e está na sétima posição. A luta por um lugar no G6 e na CONMEBOL Libertadores de 2024 continua no próximo domingo (12), contra o Bahia, em Salvador (BA).
Veja os melhores momentos do jogo
O Jogo
O início da partida foi bastante parelho e quem teve a primeira chance foi o Fortaleza, em um chute forte de Guilherme, que Bento defendeu sem dar rebote. O Athletico deu a resposta com lances de perigo concluídos por Alex Santana, Rômulo e Vitor Bueno.
Mas a melhor chance da primeira etapa foi do adversário, com Lucero acertando a trave, já nos minutos finais. Logo depois, Alex Santana quase concluiu um escanteio batido por Vitor Bueno e desviado por Thiago Heleno.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo. Só que, aos 8′, o Fortaleza conseguiu abrir o placar. Em cobrança de falta de Lucas Crispim, a bola sobrou para Guilherme, que chutou de primeira da entrada da área.
A resposta athleticana foi rápida. Aos 11′, Cuello recebeu pela direita e acionou Erick, que fez o cruzamento perfeito. Bola na cabeça de Willian, que mandou longe do alcance do goleiro!

Daí em diante, só deu Furacão no ataque. Em dois chutes de fora da área, Zapelli tirou tinta da trave. Willian quase marcou mais um, ao arrematar um cruzamento desviado por Erick.
E já aos 47′, Zapelli esteve perto do gol da vitória, ao receber na área e ganhar da marcação, mas o chute saiu por cima do travessão.

Ficha técnica: Athletico Paranaense 1×1 Fortaleza
Campeonato Brasileiro 2023: 33ª rodada
Data: 08/11/2023 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Ligga Arena
Público total: 19.831
Público pagante: 18.904
Renda: R$ 522.820,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Evandro de Melo Lima (SP)
Quarto árbitro: Luiz Alexandre Fernandes (PR)
Árbitro de vídeo: Daiane Caroline Muniz dos Santos (SP)

Athletico Paranaense: Bento; Erick, Thiago Heleno, Matheus Felipe (Hugo Moura, aos 33′ do 2º tempo) e Vinicius Kauê; Fernandinho, Alex Santana (Christian, aos 13′ do 2º tempo) e Vitor Bueno (Zapelli, aos 13′ do 2º tempo); Cuello, Rômulo (Willian, aos 33′ do 1º tempo) e Canobbio
Técnico: Wesley Carvalho
Gol: Willian, aos 11′ do segundo tempo
Cartão amarelo: Erick
Fortaleza: João Ricardo; Tinga, Emanuel Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Zé Welison, Pedro Augusto (Caio Alexandre, aos 23′ do 2º tempo) e Lucas Crispim (Calebe, aos 23′ do 2º tempo); Marinho (Yago Pikachu, aos 31′ do 2º tempo), Guilherme (Pedro Rocha, aos 37′ do 2º tempo) e Lucero (Thiago Galhardo, aos 37′ do 2º tempo)
Técnico: Juan Vojvoda
Gol: Guilherme, aos 8′ do segundo tempo
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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