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Palmeiras vence o Coritiba e encerra seca no Brasileirão

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O Palmeiras conquistou uma vitória no Campeonato Brasileiro, neste domingo (22), a equipe venceu o Coritiba por 2 a 0 no Couto Pereira, graças aos gols de Piquerez e Gustavo Gómez, garantindo assim a sua posição no G4 após a 28ª rodada.

Foto: Cesar Greco

Para esse jogo, houve mudanças na escalação, com Breno Lopes e Flaco López atuando na frente, enquanto Rony ficou no banco. Além disso, Murillo, Luan e Gómez formaram a zaga. Com esse resultado, o Palmeiras subiu para o quarto lugar, com 47 pontos.

O técnico Abel Ferreira, que estava suspenso, viu sua equipe encerrar uma sequência de quatro derrotas consecutivas no Brasileirão. Considerando também os dois empates contra o Boca Juniors na Libertadores, o Palmeiras não vencia há seis jogos. O próximo desafio será o clássico contra o São Paulo, na próxima quarta-feira (25). Enquanto isso, o Coritiba enfrentará o Santos na quinta-feira (26).

No jogo de hoje, o Palmeiras fez alterações no time. Para retomar as vitórias no Brasileirão, o Alviverde começou com Breno Lopes e Flaco López no ataque, e a dupla se destacou em diversos momentos do jogo. Rony iniciou no banco e entrou no segundo tempo. A defesa, formada por Luan, Murillo e Gómez, mostrou segurança. No meio-campo, Richard Ríos substituiu Gabriel Menino, que está lesionado e passou por uma cirurgia no tornozelo no mesmo horário da partida.

No início, foi o Coritiba que pressionou. O time, lutando contra o rebaixamento, quase marcou com Robson e chegou a marcar um gol que foi anulado após revisão do VAR. Essa oportunidade perdida foi um balde de água fria para a equipe paranaense, que acabou se retraindo ao longo do jogo.

O Palmeiras começou a atuar com mais tranquilidade a partir dos 20 minutos do primeiro tempo e logo abriu o placar e ampliou. Ambos os gols da equipe foram originados de cobranças de escanteio, uma das principais armas da equipe. Com os gols de Gustavo Gómez e Piquerez no primeiro tempo, o Palmeiras garantiu uma noite tranquila e controlou o jogo na segunda etapa.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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