Esporte
Na estreia de Tite, Flamengo vence o Cruzeiro por 2 a 0
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O Flamengo foi a campo nesta quinta-feira (19) enfrentar o Cruzeiro e ganhou a partida por 2 a 0, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ayrton Lucas abriu o placar, aos 39 minutos, e Pedro fez o segundo gol, logo em seguida, na marca do pênalti.
Com o resultado, o Mengão somou 47 pontos e assumiu a terceira colocação na tabela
A partida começou com o Cruzeiro tomando a iniciativa, mas logo o Flamengo se acertou e cresceu no duelo. Aos 16, Rossi fez uma grande defesa, após cabeceio de Ian Luccas. A resposta rubro-negra veio em boa jogada pela esquerda de Ayrton Lucas: o lateral cruzou na área e o goleiro adversário interceptou antes que Pedro chegasse na bola.
Aos 32, Pulgar roubou a bola no campo de ataque e tocou para Everton Ribeiro, que passou para Pedro finalizar de fora da área, levando perigo ao gol adversário.
No minuto 39, Bruno Henrique cruzou na área e a defesa afastou mal; a bola sobrou para Ayrton Lucas, que limpou o zagueiro e bateu de direita, no canto do goleiro, para abrir o placar para o Mengão.
Cinco minutos após o primeiro gol, aos 44, Gerson acertou um passe em profundidade para Wesley, que sofreu pênalti. Pedro bateu e converteu: 2 a 0.
No início do segundo tempo, Everton Ribeiro bateu escanteio e David Luiz cabeceou para a rede, mas o gol foi anulado por falta de ataque do zagueiro no lance. O Flamengo controlava o jogo e diminuiu o ritmo. Aos 27, David Luiz saiu machucado para entrada de Pablo, formando a dupla de zaga com Fabrício Bruno. Antes do apito final, Pulgar ainda acertou um bom passe para Gabigol, que dominou bem, mas finalizou para fora.
Próximo compromisso
O Mengão volta a campo no próximo domingo (22), para enfrentar o Vasco, no Maracanã, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Ficha Técnica
Cruzeiro 0 x 2 Flamengo – 28ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão – MG
Data e hora: 19/10/2023 às 19h
Arbitragem: Rafael Rodrigo Klein (RS), Bruno Raphael Pires (FIFA-GO) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
Cartões amarelos: Rossi e Thiago Maia (FLA); Palacios Marlon e Wesley (CRU)
Gols: Ayrton Lucas (39’1ºT) e Pedro (44’1ºT)
Flamengo
Rossi; Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz (Pablo) e Ayrton Lucas; Pulgar, Thiago Maia e Gerson; Everton Ribeiro (Arrascaeta), Pedro (Gabigol) e Bruno Henrique (Everton Cebolinha)
Cruzeiro
Rafael: Palacios, Neris, Luciano Castan e Marlon; Jussa, Lucas Silva e Ian Luccas; Matheus Pereira, Bruno Rodrigues e Kaiki
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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