Encerramento da OTC Pantanal
Atletas são homenageados por recorde de medalhas do TCE-MT
Organizada pela Anostc e tendo como anfitrião o TCE-MT, a OTC Pantanal trouxe a Cuiabá mais 1,2 mil atletas de 25 tribunais de contas do país, que competiram em mais de 20 modalidades coletivas e individuais.
Esporte
O espírito de competição e comemoração deu lugar à comoção e à celebração da vida no encerramento desta edição das Olimpíadas dos Tribunais de Contas do Brasil – OTC Pantanal. Na noite deste sábado (14), atletas de todo o Brasil se uniram para homenagear o competidor do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE-RN), Vivaldo Augusto Dantas Filho, que faleceu na sexta-feira (13).
“Esse é um encontro para homenagear e aplaudir uma pessoa que veio aqui disputar as Olimpíadas e nos deixou. É nossa homenagem ao Vivaldo, um atleta maravilhoso de quem nos despedimos, mas que nunca nos esqueceremos”, disse o presidente da Comissão Organizadora Local, conselheiro Sérgio Ricardo, sob fortes aplausos.
| Foto: Thiago Bergamasco |
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O conselheiro também falou sobre a importância de seguir em frente. “Temos que continuar nos encontrando, nos fortalecendo, porque somos a instituição mais importante do país, a vida dos brasileiros só vai mudar com o trabalho dos tribunais de contas. Somos a esperança do povo brasileiro.”
Após exibição de vídeo com homenagem a Vivaldo, feito pelos colegas do TCE-RN, o presidente da Associação Nacional Olímpica dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Anostc), Evandro de Santa Cruz, leu uma oração. “Estamos falando de uma pessoa que tinha uma felicidade latente. Essa homenagem não podia faltar no dia de hoje, é um companheiro que deixa muitas saudades.”
| Foto: Tony Ribeiro |
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Na noite, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) também foi anunciado como o grande campeão das Olimpíadas. Os atletas da instituição bateram recorde e subiram ao pódio 66 vezes, acumulando 28 ouros, 15 pratas e 23 bronzes. O desempenho garantiu a primeira colocação no ranking geral, com 1.745 pontos, à frente do TCE-AM (1.530 pontos) e do TCE-RJ (1.435 pontos).
Na ocasião, a Anostc também fez uma doação de R$ 10 mil em fraldas ao Abrigo Bom Jesus, que cuida de idosos em Cuiabá. “Todos os anos deixamos um legado para as entidades filantrópicas da região. Isso simboliza nosso respeito à sociedade cuiabana. Então, que seja levado nosso abraço ao Abrigo e que Deus continue abençoando esse trabalho feito com muito amor”, disse Evandro.
A fala antecedeu o anúncio da sede da edição de 2024 dos jogos: Palmas, no Tocantins.Em vídeo, o presidente do TCE-TO, André Luiz Matos, reforçou o convite. “Será uma satisfação enorme tê-los conosco no ano que vem, para conhecer nossa capital. É uma oportunidade também para nos conhecermos e integrarmos ainda mais os tribunais. Além disso, esse encontro vai coroar os 35 anos da nossa instituição”, disse.
Organizada pela Anostc e tendo como anfitrião o TCE-MT, a OTC Pantanal trouxe a Cuiabá mais 1,2 mil atletas de 25 tribunais de contas do país, que competiram em mais de 20 modalidades coletivas e individuais. O maior encontro das Cortes de Contas da América do Sul também marcou o início da programação de 70 anos do TCE-MT, comemorado no dia 31 de outubro.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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