Esporte
Santos goleia Vasco e respira fora do Z4 do Brasileiro
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O Santos goleou o Vasco por 4 a 1, neste domingo (01.10), em um jogo válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com esse resultado, a equipe comandada por Marcelo Fernandes respira fora da zona de rebaixamento. Marcos Leonardo foi o destaque da partida, marcando dois gols no primeiro tempo.
Com essa vitória, o Santos chegou a 27 pontos e subiu para a 15ª posição na tabela, empurrando o Goiás para a zona de descenso. O Vasco, por sua vez, ficou na 16ª colocação, com 26 pontos.
O próximo jogo do Santos será contra o Palmeiras no próximo domingo (8), no Allianz Parque. O Vasco terá o São Paulo como adversário um dia antes, em São Januário.
A partida na Vila Belmiro foi intensa. O Vasco iniciou com maior posse de bola, porém foi o Santos que abriu o placar aos 11 minutos com Marcos Leonardo convertendo uma penalidade máxima. Os cariocas conseguiram empatar com Vegetti em um contra-ataque puxado por Gabriel Pec.
No final do primeiro tempo, o Santos pressionou e foi recompensado com dois gols em um curto espaço de tempo. Aos 46 minutos, Tomás Rincón aproveitou desvio de Dodô em escanteio e marcou. Dois minutos depois, o Peixe ampliou com Marcos Leonardo finalizando um contra-ataque puxado por Jean Lucas.
No começo do segundo tempo, o Santos chegou a marcar mais um gol com Marcos Leonardo, mas foi anulado por impedimento após revisão do VAR. Por volta dos 10 minutos, houve uma confusão generalizada após uma provocação de Soteldo aos jogadores do Vasco em um lance lateral, resultando nas expulsões de Lucas Lima e Gary Medel.
Aos 29 minutos, a vitória do Santos se transformou em uma goleada. Em um contra-ataque, Marcos Leonardo finalizou para a defesa de Léo Jardim e, na sobra, Tomás Rincón serviu Soteldo, que fez o quarto gol para os santistas.
Nos minutos finais, o Vasco tentou pressionar, mas não conseguiu descontar o placar construído pelo Santos. Os jogadores do Santos conseguiram trocar passes, levando os torcedores a gritarem “olé” nas arquibancadas.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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