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Palmeiras termina preparação para pegar o Red Bull Bragantino
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O Palmeiras se reapresentou nesta sexta-feira (29), na Academia de Futebol, depois do empate sem gols com o Boca Juniors-ARG, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires (ARG), pela partida de ida da semifinal da CONMEBOL Libertadores. O segundo encontro com os argentinos ocorrerá na próxima quinta (05), às 21h30, no Allianz Parque – vitória por qualquer placar garante a vaga na final, e um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
A delegação retornou de Buenos Aires na madrugada e pernoitou nas instalações do centro de excelência. Os atletas que atuaram por mais de 45 minutos seguiram o cronograma de trabalhos regenerativos pela manhã na parte interna do centro de excelência. O restante do grupo realizou atividades técnicas e táticas no campo à tarde.

O zagueiro Murilo acredita que o empate na Bombonera pode ser considerado um bom resultado, já que jogos desse nível na Libertadores são sempre complicados. “Jogo na Argentina, na casa deles, com estádio lotado, torcida gritando, e nós suportamos muito bem. O Boca é uma equipe qualificada e com o empenho de todos conseguimos segurar. Agora é em nossa casa o jogo de volta, já estamos com essa mentalidade. É descansar para fazer um grande jogo na quinta-feira”, disse ele.
Disputando as semifinais da Libertadores pela 11ª vez (recorde absoluto entre os brasileiros), sendo a quarta consecutiva (recorde entre os brasileiros ao lado do Santos, de Pelé, entre 1962 e 1965), o Palmeiras busca uma vaga na final pela sétima vez (o que o tornaria recordista isolado entre os brasileiros, pois hoje está empatado com o São Paulo), sendo a terceira nas últimas quatro edições (que seria um recorde geral desde a implantação da final única, em 2019, ao lado do Flamengo).
Murilo celebrou mais um jogo sem sofrer gols e com boa atuação do sistema defensivo, além de projetar uma grande festa da torcida alviverde no Allianz Parque. “É fundamental nos jogos fora, principalmente em mata-matas, a zaga dar esse suporte. Eu e o Gómez pudemos cumprir bem uma missão muito importante de não levar gol para dar confiança aos atacantes. Pensando no jogo de volta, queremos fazer nosso resultado em nossa casa, então foi muito importante não levar gol lá. É fazer isso novamente em nossa casa para podermos sair com a classificação”, disse. “Sem dúvida, a torcida vai fazer uma grande festa e nos dar esse gás a mais para darmos o nosso melhor dentro de campo”, completou.
Antes do Boca, o Verdão treina na tarde deste sábado (30), às 16h, na Academia de Futebol, e volta a campo no domingo (01), às 18h30, contra o Red Bull Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com 44 pontos, o Maior Campeão do Brasil é o vice-líder da competição.
“Estamos na briga lá em cima no Brasileiro, o Palmeiras vem sempre dando o melhor. É um jogo difícil fora de casa, mas estamos nos preparando bem para todos os jogos”, finalizou Murilo.

Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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