Esporte
São Paulo encara o Internacional nesta quarta-feira pelo Brasileirão
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O elenco do São Paulo encerrou na manhã desta terça-feira (12) a preparação para enfrentar o Internacional, às 21h30 de quarta-feira (13), no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro.
A comissão técnica apresentou um vídeo para os jogadores, que partiram na sequência para o gramado e realizaram o aquecimento sob o comando da preparação física.
Depois, Dorival Júnior e seus auxiliares comandaram uma atividade técnica em espaço reduzido e também um trabalho tático posicional seguido de ensaio de bolas paradas.
O plantel deixou o CT da Barra Funda após a atividade e embarca no período da tarde para Porto Alegre.
O lateral-esquerdo Caio, recuperado de estiramento na região posterior da coxa direita, reforça o Tricolor no duelo no Rio Grande do Sul.
O time, porém, não contará com o zagueiro Arboleda, com o meia James Rodríguez e com o lateral-esquerdo Welington, convocados para seleções.
Pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, nesta terça, o Equador de Arboleda recebe o Uruguai às 18h (de Brasília), enquanto a Colômbia de James visita o Chile às 21h30 (de Brasília). Welington defenderia a Seleção Brasileira Pré-Olímpica na segunda, em um novo amistoso contra Marrocos, mas a partida foi cancelada devido ao terremoto que atingiu o país africano. O camisa 6 retornou ao Brasil nesta manhã, no entanto, não participou do treino.
O atacante David, embora recuperado de edema ósseo no joelho direito e lesão ligamentar no tornozelo direito, não segue para o Sul com a delegação por não poder enfrentar o Internacional, clube que o emprestou ao São Paulo, devido a questões contratuais.
O zagueiro Nahuel Ferraresi, recuperado de cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho direito, realizada em 5 de fevereiro deste ano, voltou aos treinos sem limitações com o restante do grupo e agora inicia o processo de retomada de ritmo para voltar a ser relacionado.
Com 28 pontos, o São Paulo ocupa a 11ª colocação no Brasileirão.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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