BRASÍLIA-DF
Conselhão instala “GT Primeira Infância”
Evento contou com a participação de autoridades ligadas à área social
Política
O vice-presidente da Undime, Silvio Fidelis, Dirigente Municipal de Educação de Várzea Grande/ MT e presidente da Undime Mato Grosso, encontra-se em Brasília participando do lançamento do Grupo de Trabalho Primeira Infância, no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) da Presidência da República.

Assessoria
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também participou da instalação do trabalho “Primeira Infância”, enaltecendo a importância desse suporte social para alavancar mais incentivos sociais voltados às crianças.
Assessoria
Política
Comissão aprova consulta prévia a indígenas e quilombolas antes de licenciamento de obras
A Comissão de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que exige consulta prévia a povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais antes do licenciamento de obras e empreendimentos que possam afetá-los.
Pela proposta, os povos e comunidades tradicionais terão acesso prévio às informações sobre o empreendimento e seus possíveis impactos, com prazo adequado para análise e manifestação.
O texto prevê ainda que as regras da consulta sejam definidas em conjunto com os grupos potencialmente afetados, respeitando suas tradições, idiomas e formas próprias de organização social.
Em caso de divergência entre os moradores impactados e o empreendedor, prevalecerá a decisão da população afetada.
Foi aprovado o substitutivo da relatora, deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), ao Projeto de Lei 5226/23, da deputada Ivoneide Caetano (PT-BA).
A versão original proibia a instalação de aterros sanitários em territórios de povos e comunidades tradicionais. A relatora, no entanto, ampliou o alcance da medida para abranger qualquer empreendimento capaz de provocar impactos ambientais, sociais, culturais, espirituais ou econômicos sobre essas populações.
Segundo Célia Xakriabá, a iniciativa fortalece a participação dos grupos tradicionais nos processos de licenciamento.
“O licenciamento deve garantir que esses povos tenham poder de voz e que seus interesses sejam considerados”, disse. Segundo ela, “a ausência de diálogo e a imposição de decisões é o que tem provocado conflitos e propiciado a formação de um ambiente de desconfiança e resistência”.
A relatora observou que a legislação já garante a participação desses povos, mas essas consultas nem sempre são respeitadas.
Como funciona hoje
Atualmente, a consulta a povos indígenas e comunidades tradicionais está prevista em normas como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em regulamentos administrativos aplicados nos processos de licenciamento ambiental.
O projeto insere a consulta obrigatória na lei que trata da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/81).
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes
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