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Projeto que regulamenta criação de peixes exóticos em Mato Grosso é aprovado no Parlamento

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Da Redação.

A Assembleia Legislativa aprovou em segunda votação o substitutivo integral ao Projeto de Lei 218/2020 que regulamenta a criação de peixes exóticos, entre eles a Tilápia, em tanques no estado de Mato Grosso. A proposta é do governo do estado e atende a uma demanda do deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governo no Parlamento, que em 2018 teve uma lei de sua autoria regulamentando a atividade declarada inconstitucional. O texto atual é o resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em dezembro do ano passado. Pelo entendimento geral, a nova redação não deverá sofrer resistência para ser colocado em prática após publicação no Diário Oficial.

“Esta é uma construção que fizemos com tempo e com ampla participação do Ministério Público e do governo do estado, representado pela Sema e pela secretária Mauren Lazzaretti. No parlamento também tivemos enfrentamento, explicamos a todos, com muita paciência, que não se trata de uma lei que modifica a pesca em Mato Grosso e que não se trata de um novo Cota Zero ou transporte zero de peixes. Felizmente tivemos a compreensão, pois trata-se, sim, de criar normas seguras para a criação em tanques de peixes exóticos, e atender às necessidades legais de pequenos empreendedores”, explicou Dal Bosco.

A redação final do projeto contempla pequenos empreendedores que têm a atividade de aquicultura em área com até cinco hectares de lâmina d’água em tanque escavado e em represas ou aqueles que possuem 10 mil metros cúbicos de água em tanque-rede. Quem se enquadra nestas condições terá emissão da outorga de maneira simplificada e fica dispensado de pagar a taxa de registro, outorga e licenciamento.

Ainda para simplificar a criação, o texto define que os pequenos empreendimentos devem apresentar croqui e coordenadas geográficas da área para conseguir a autorização do criatório. Aqueles empreendedores que já estiverem “cadastrados” no Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) terão prazo de 24 meses, após a publicação da lei, para requerer a regularização junto à Sema.

Foto: Divulgação.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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