Economia
Sefaz incentiva a inclusão do CPF nas notas fiscais de entregas em domicilio
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Da Redação.
Em tempos de distanciamento social, devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as compras de produtos realizadas com serviços de entrega em domicílio (delivery) estão cada vez mais frequentes. Diante da nova realidade vivida pelos consumidores, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) reitera que o CPF na nota também pode ser solicitado nessas aquisições, no momento em que o pedido for realizado.
Com o CPF na nota fiscal o consumidor, cadastrado no Programa Nota MT, pode participar dos sorteios que distribuem prêmios de R$ 500, R$ 10 mil e R$ 50 mil.
A Sefaz ressalta que o Programa Nota MT continua vigente, porém os sorteios foram adiados. A medida foi adotada em virtude da suspensão das extrações da Loteria Federal, que são utilizadas como base para os concursos do Nota MT. Por mais que estejam suspensos, as notas fiscais emitidas nesse período com o CPF do consumidor continuam acumulando bilhetes para os sorteios.
“O Nota MT vai continuar premiando normalmente os contribuintes cadastrados que pedirem para colocar o CPF nas suas notas de compras. As notas solicitadas e inseridas no programa nesse período de suspensão continuarão tendo validade, de acordo com normas a serem definidas posteriormente pela Sefaz”, disse recentemente o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.
As compras por meio de delivery apresentam-se como uma das principais alternativas para consumidores e comerciantes de Mato Grosso durante o período de distanciamento social. Com a população isolada em casa e o comércio fechado, para evitar o contágio do Covid-19, as empresas precisam recorrer às entregas para continuarem funcionando.
A solicitação do CPF na nota, em compras com entrega em domicílio, vale para qualquer mercadoria como alimentos, gás, água, medicamentos, vestuário, calçados, floriculturas, entre outros. Nessas situações, é necessário que o fornecedor e o consumidor estejam localizados no mesmo município.
Liandra Polinski é cantora e conta que depois do início do Nota MT passou a solicitar o CPF na nota em todas as suas compras, inclusive nos pedidos por delivery. “Não só eu, mas todo mundo aqui em casa pede o CPF na nota. Ultimamente eu não tenho colocado, pensei que fosse só no mês da compra, como está no período de suspensão não sabia que acumulava para os próximos sorteios. Vou voltar a pedir o CPF na nota”.
A acadêmica Julianne Resende também é adepta ao CPF na nota, porém, ela informa que nem sempre os estabelecimentos comerciais encaminham o documento fiscal com o CPF ou até mesmo sem a informação pessoal nas compras para entrega em domicílio “Não são em todas as compras por delivery que recebo a nota fiscal com o CPF, algumas empresas não mandam nem o documento fiscal sem o CPF”, afirma.
De acordo com a Sefaz, o estabelecimento comercial é obrigado por lei a emitir a nota fiscal, tanto no atendimento presencial quanto nos pedidos por telefone ou aplicativo, com exceção do microempreendedor individual. O documento fiscal deve ser entregue ao consumidor, ou para o entregador do produto, até mesmo nos casos em que não seja expressamente solicitado pelo cliente. Vale ressaltar que o cupom de pedido não é válido como documento fiscal.
A entrega da nota fiscal ao consumidor final será de responsabilidade do estabelecimento comercial. No caso do delivery, o entregador é considerado responsável solidário e deve exigir o documento fiscal ao retirar a mercadoria na loja.
Denúncias
Diante da negativa da inclusão do CPF na nota fiscal o consumidor deve registrar uma denúncia ou reclamação junto à Sefaz, pelo site ou aplicativo de celular, disponível para android e IOS. O atendimento – presencial e telefônico – do Nota MT foi suspenso, temporariamente, em cumprimento aos decretos de saúde pública que determinam medidas para o enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).
No aplicativo, o consumidor pode encaminhar sua dúvida na opção “Reclamações/Denúncias”. Já pelo site do Nota MT, é preciso clicar na opção “Reclamações” ou “Envie uma mensagem”, disponível na parte de contatos. Ao registrar uma denúncia, pedido de informação ou outros serviços o consumidor deve informar todos os dados solicitados de forma correta para que sua demanda seja efetivamente atendida e no menor tempo possível.
Sorteios adiados
No dia 15 de abril (quarta-feira) o Governo de Mato Grosso, por meio da Sefaz, publicou o Decreto 461/2020 suspendendo os sorteios para distribuição dos prêmios do Nota MT. A publicação traz, ainda, que a pasta fazendária vai editar norma complementar definindo novo cronograma de sorteios logo após a divulgação do novo calendário das extrações da Loteria Federal pela Caixa Econômica Federal.
Foto: Sefaz-MT
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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