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Várzea Grande prorroga validade de concurso público e convocará novos servidores
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Da Redação.
Acolhendo recomendação da prefeita Lucimar Sacre de Campos, o Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus – Covid – 19, que centraliza todas as decisões administrativas da segunda maior cidade de Mato Grosso, determinou a prorrogação dos concursos públicos realizados em 2018 e que vencem neste primeiro semestre de 2020.
O maior concurso realizado dos últimos anos, para mais de 2,6 mil vagas, os mesmos serão prorrogados por mais dois anos, portanto até 2022, como prevê a legislação, em que pese, as duas principais secretarias municipais, com mais de 60% das vagas, Saúde e Educação, já terem convocados mais de 90% dos aprovados e em alguns casos chamados até classificados, que são aqueles que ficaram além das vagas disponíveis, mas podem ser chamados diante da necessidade do Poder Público.
“As prioridades são para Saúde e Educação até para se garantir o atendimento às pessoas que necessitam neste momento de dificuldades”, disse o presidente do Comitê de Enfretamento e secretário de Governo, Kalil Baracat.
Os secretários de Saúde, Diógenes Marcondes e de Educação, Silvio Fidélis assinalaram que paulatinamente nos últimos meses houve convocações, mas diante do crescimento da necessidade, é possível que classificados sejam convocados para assumirem as vagas diante da necessidade provocada pela pandemia que exige de ambas as áreas uma ampliação dos serviços prestados nestas duas áreas essenciais.
“A rotatividade na área da Saúde é muito grande e sempre temos mais demandas, inclusive porque, novas unidades serão entregues nos próximos dias, para reforçar a Atenção Básica, deixando as unidades de urgência e emergência como as UPAS e o Hospital e Pronto Socorro para os casos que exigem maiores cuidados, pois 90% dos problemas são solucionados na Atenção Básica”, disse Diógenes Marcondes da Saúde de Várzea Grande.
Ele ponderou que quando a prefeita Lucimar Sacre de Campos assumiu em 2015, Várzea Grande não atendia nem 20% de cobertura na Atenção Básica e com as obras que serão entregues neste ano, atingirá a 90%, sinalizando que a cidade cresce, como também sua população uma média de 7% ao ano e isto exige mais investimentos e mais pessoal especializado.
Já para o secretário de Educação Silvio Fidélis, a grande maioria dos aprovados no último concurso já foram convocados e também já chamados os classificados. “Professores foram todos convocados para assumirem e já chamamos classificados, assim como outras funções primordiais para a Educação Pública”, explicou.
Ele ponderou que várias medidas estão sendo executadas e outras planejadas para atender as demandas em tempo de pandemia. “Estamos planejando para eventualmente atender as exigências do ano letivo, seja com materiais pedagógicos para os alunos cumprirem seu aprendizado, seja com a reposição das aulas necessárias .Se este quadro perdurar vai demandar mais pessoal e mais investimentos”, disse Silvio Fidélis.
“Estaremos preparados para evitar que os alunos da Rede Pública Municipal de Várzea Grande tenham prejuízo no seu aprendizado e no ano letivo de 2020”, sinalizou o secretário de Educação que cuida de mais de 29 mil alunos.
Foto: Secom/VG
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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado
O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.
Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.
Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.
“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”
Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.
“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”
A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.
“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”
A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.
“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.
Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.
A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.
Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.
“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”
O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.
“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”
Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.
“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”
Nota na íntegra:
Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.
Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.
A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.
Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.
Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.
Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.
O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.
Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.
Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.
Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.
Marcelo Maluf
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