"SAÚDE E ESPORTE"

‘Corrida Sesc contra a Diabetes’ é promovida neste feriado; veja ruas interditadas

Concentração dos atletas será em frente Sesc Arsenal, em Cuiabá, a partir das 6h30; largada ocorre às 7h

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Foto: Assessoria/Divulgação

A ‘Corrida Sesc contra a Diabetes’ será realizada, nesta terça-feira (15), feriado da Proclamação da República. O evento é promovido pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), em parceria com a Associação Mato-grossense de Atenção ao Diabético (AMAD). A concentração será em frente ao Sesc Arsenal, em Cuiabá, a partir das 6h30. A largada será às 7h.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) irá interditar cinco vias, devido a disputa, entre às 6h e 11h. Ficam bloqueadas durante o período: a Rua 13 de Junho, em frente ao Sesc Arsenal; a Avenida Manoel José de Arruda; as ruas Coronel Benedito Leite e Comandante Suídio; e meia pista da Avenida XV de Novembro até a Praça do Porto.

Durante o evento, diversos serviços gratuitos serão ofertados aos participantes, como aferição pressão, teste de glicemia, orientação nutricional, quick massage e distribuição de frutas – sendo os dois últimos disponibilizados pelo Senac-MT.

O diretor regional do Sesc e Senac Mato Grosso, Carlos Rissato, destaca que 13 milhões de pessoas convivem com a doença no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes. O percentual equivale a 6,9% dos habitantes do país. “É um número significativo e preocupante. A ‘Corrida Sesc contra a Diabetes’ busca chamar atenção e estimular a população cuiabana a buscar um estilo de vida mais saudável, evitando o desenvolvimento da enfermidade”.

A corrida é apenas uma das programações realizadas pelo Sesc-MT em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro. Além da competição, no último sábado (12), a instituição organizou o ‘Dia D contra o Diabetes’, no teatro do Sesc Arsenal. Médicos ministraram palestras para conscientizar os participantes e também foram disponibilizados testes de glicemia gratuitos.

Música e brincadeiras no Sesc Arsenal

Após a ‘Corrida Sesc contra a Diabetes’, o Sesc Arsenal reserva um cardápio cultural agitado. Os visitantes poderão curtir a apresentação no projeto ‘Música Ao Vivo’ com a cantora Márcia Oliveira, se divertir em oficinas recreativas com brinquedos e jogos ou aproveitar a viagem cultural proposta pela exposição ‘Pantanal à Mão’. As atividades são gratuitas e não exigem inscrição prévia.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros. 

 
SERVIÇO
‘Corrida Sesc contra a Diabetes’
Quando: 15 de novembro – concentração a partir das 6h30
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
 
Exposição Pantanal à Mão
Quando: até 20 de dezembro
Horário para visitação: de terça-feira a sábado, das 14h às 21h; aos domingos, das 14h às 20h
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada gratuita
 
Recreação Oficinando
Quando: 15 de novembro, das 14h às 17h30
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada gratuita
 
Música Ao Vivo – Márcia Oliveira
Quando: 15 de novembro, das 17h30 às 21h
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada gratuita
 
Clube do Jogo
Quando: 15 de novembro, das 18h às 20h
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada gratuita 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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