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Projeto Peixe Santo é cancelado após medidas para evitar disseminação coronavírus

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Da Redação

A Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico informa que o Projeto Peixe Santo promovido pela Prefeitura de Cuiabá e entidades parceiras foi cancelado.

A suspensão do evento  – que seria realizado entre os dias 07 e 10 de abril – deve-se  a implementação de ações para evitar a pandemia do novo coronavírus. O projeto tem como principal objetivo garantir o alimento típico dessa época da Semana Santa, o peixe, por um preço mais acessível e de qualidade à população cuiabana.

A secretária titular da pasta, Débora Marques explica que a decisão foi baseada em uma das principais orientações do Ministério da Saúde, evitar as aglomerações populares num mesmo espaço e outros cuidados essenciais. Segundo ela, tudo já estava sendo organizado a volta do Projeto Peixe Santo, sendo ajustado os últimos detalhes, cumprindo todas as recomendações apontadas pelo Ministério Público apontadas na edição do ano passado como também as determinações do prefeito Emanuel Pinheiro em oferecer um peixe seguro e saudável. “Já havíamos garantido o fornecimento dos peixes, a preços acessíveis, mas infelizmente fomos todos pegos de surpresa”, disse a secretária.

Na oportunidade Débora lembra todo trabalho que vem sendo desenvolvido na orientação dos comerciantes e no desenvolvimento do programa ano a ano. Diante desta situação, contudo, cabe à administração respeitar a medida.

“Nosso papel é promover a atividade, oferecendo, no período do Peixe Santo, estrutura, logística e divulgação. Estamos aqui para contribuir com o fortalecer da atividade. Existem questões, contudo, que fogem da nossa alçada. Em primeiro lugar devemos preocupar com a saúde e a vida da população”, concluiu.

 

Foto: Gustavo Duarte.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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