" QUALIDADE DE VIDA"
Inscrições abertas para a 2ª Corrida Contra Diabetes de Cuiabá
Evento visa chamar a atenção de quem tem diabetes para a importância da atividade física
Esporte
Estão abertas as inscrições para a 2ª Corrida Contra Diabetes que acontecerá dia 15/11/2022 (feriado nacional). As inscrições para a corrida, promovida pela Associação Mato-Grossense de Atenção ao Diabético (AMAD), são limitadas e já estão no ar pelo site www.morromt.com.br, com largada prevista para às 6H30 em virtude do calor.
Com 3 km de caminhada e 7 km de corrida com largada prevista para as 6h30 do Ginásio Presidente Dutra, o Dutrinha, seguindo pela Rua Cel. Benedito Leite, 15 de Novembro, Orla do Porto, segue pela vicinal da Miguel sútil até o km 3,5, fazendo retorno para o ponto de chegada.
De acordo com a preparadora física Veridiana Ferraz, organizadora do evento, a 2ª Corrida Contra Diabete 2022 será disputada nas categorias Individual Geral Feminino e Masculino. Serão desclassificados todos os atletas que não observarem a informação acima descrita. Poderão participar os atletas dos sexos feminino e masculino, regularmente inscritos de acordo com o Regulamento Oficial da corrida.
Médico endocrinologista, tesoureiro da AMAD e coordenador da corrida, Dr. Marcelo Maia informa que a iniciativa busca chamar a atenção para importância da prática de atividade física por quem tem diabetes.
“Praticar exercícios, aliado a um plano alimentar balanceado, é uma das formas de se evitar diversas doenças e de melhorar a qualidade de vida das pessoas. No caso específico da diabetes, esta relação é muito mais direta”, observa o médico.
A diabetes, explica, é causada pela produção insuficiente ou mal funcionamento da insulina. A insulina que transforma o açúcar em energia para o organismo. Isso faz com que os níveis de glicose no sangue fiquem altos. Caso o quadro se mantenha por longos períodos pode haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.
“A atividade física aumenta a sensibilidade à insulina nas células do corpo. Isso significa que quando uma pessoa se exercita, é preciso menos insulina para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle”, acrescenta Dr. Marcelo Maia.
Ele lembra que as atividades que ajudam a combater o diabetes podem ser aeróbicas, circuitos de alta e baixa intensidade e treinos de força.
“Porém, um fator essencial para a realização de atividades como prevenção e combate ao diabetes é a regularidade. Exercitar-se com frequência melhora a resposta do organismo à insulina, por isso, o ideal é que a pessoa escolha uma modalidade que ela goste e torne disso um hábito, que irá proporcionar benefícios pontuais e de longo prazo”, completa o especialista.
A AMAD foi fundada no dia 13 de Novembro de 2017 com o objetivo orientar na prevenção da doença e defender os direitos deste público.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política10 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades10 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades10 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Polícia6 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
-
Cidades5 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho

