Mato Grosso
Laine de Andrade: Temos uma educação formadora ou deformadora?
Mato Grosso
Da Redação / João Victor
Temos visto nos últimos dias, acontecimentos trágicos envolvendo a nossa educação, como: escolas sem leis, alunos fazendo o que bem entendem e na hora que querem, falta de respeito com os professores, sem falar nas escolas que quase não têm recursos tecnológicos e pedagógicos para instruir seus alunos.
Entretanto, olhando por outra via, temos os países desenvolvidos que investem altamente em educação e esporte, ao contrário do Brasil.
Infelizmente, nosso País oferta uma educação deformadora sem igual, onde professores ganham pouco e políticos festejando e vivendo um verdadeiro luxo.
Em entrevista com a Professora Laine de Andrade, mestre em educação, ela mencionou: ‘Eu não consigo ver a educação segmentada, porque quando você pensa no processo educativo, tem que pensar desde o processo de educação básica até o ensino superior. Se pensarmos por este aspecto, teremos uma nação formadora e não deformadora, já que formaremos bons profissionais de educação’, informou.
N’outra pergunta, falando sobre o salário dos professores, ela disse: ‘É professor quem gosta, afinal, quando entramos na faculdade já sabemos com o que iremos lidar e isso inclui salário, alunos diversificados, entre outros aspectos. Reconheço que deveríamos ter mais reconhecimento pelo que fazemos, mas não concordo quando colegas de profissão usam o salário como desculpa para realizar um péssimo trabalho. Isto não quer dizer que não devamos lutar por nossos direitos; o que não podemos esquecer é de nossa responsabilidade social’.
Usando como base o papo acima, temos que compreender também que um deputado custa mais de R$ 500 mil por ano e isso é o valor mínimo, pois existem casos que passam de mais de 1 milhão de reais. Se estes valores fossem aplicados na educação e em recursos esportivos, o Brasil certamente seria há anos uma nação formadora.
Mato Grosso
Estudantes visitam sede do Judiciário Estadual e vivenciam a prática do Direito
Assistir a uma sessão de julgamento, conhecer os bastidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e conversar diretamente com uma magistrada foram experiências que aproximaram os acadêmicos de Direito da Fasipe – campus Cuiabá da realidade das carreiras jurídicas nesta terça-feira (09). A visita foi realizada por meio do projeto Nosso Judiciário, iniciativa do TJMT que abre as portas da instituição a estudantes e promove uma imersão no funcionamento do Poder Judiciário.
Após acompanharem uma sessão de julgamento e conhecerem diferentes espaços do Palácio da Justiça, os alunos participaram de uma conversa com a juíza auxiliar da Presidência Christiane da Costa Marques Neves, no Espaço Memória.
Durante o encontro, a magistrada compartilhou sua trajetória profissional, iniciada em 1999, quando assumiu sua primeira comarca em Canarana, e falou sobre os desafios e as oportunidades da carreira jurídica. “A magistratura é uma carreira valiosa. Nós podemos ser muito úteis e fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Se as pessoas saírem da nossa presença melhor do que chegaram, ou menos sofridas do que chegaram, nós já ganhamos muita coisa”, destacou.
A juíza também ressaltou a importância de os estudantes conhecerem de perto o funcionamento do Judiciário ainda durante a graduação. “Eu não tive essa oportunidade quando estava na faculdade. Ter contato com juízes, profissionais da área do Direito e conhecer a estrutura do Tribunal faz toda a diferença. Aproxima a comunidade acadêmica e ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diversas carreiras jurídicas”, afirmou.
Teoria aplicada na prática
Para a professora de Processo Civil da Fasipe, Luana Fátima Zapello, a visita complementa o aprendizado desenvolvido em sala de aula. “Essa visita é muito importante porque os alunos acabam vivenciando na prática aquilo que a gente repassa na teoria. Especialmente em Processo Civil, eles puderam acompanhar temas relacionados a recursos, sustentação oral, julgamentos monocráticos e colegiados, conteúdos que trabalhamos durante o curso”, explicou.
Segundo a docente, a atividade também integra a avaliação acadêmica. “Os alunos elaboram um relatório sobre o que aprenderam durante a visita, transformando a experiência em uma atividade avaliativa”.
Inspiração para o futuro profissional
A acadêmica Vivian Raysa Silva, do quinto semestre, destacou a importância de observar na prática os conceitos estudados em sala de aula. “Na teoria a gente aprende muita coisa, mas ver uma sessão de julgamento e conhecer como tudo funciona na prática é diferente. Foi uma experiência muito enriquecedora. Eu não imaginava a dimensão do Judiciário quando entrei na faculdade e hoje vejo que a magistratura é uma carreira que gostaria de seguir”.
Já o aluno Umberto Saddi Almeida Paschoalin, do décimo semestre, afirmou que a visita reforçou sua motivação para ingressar na magistratura. “Foi um dia de muito aprendizado. Eu me inspiro no meu avô, o desembargador aposentado Manoel Ornellas de Almeida, e estar aqui hoje, inclusive vendo a história dele retratada no memorial, aumentou ainda mais minha vontade de seguir esse caminho profissional”.
O projeto Nosso Judiciário recebe instituições de ensino na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Durante a visita guiada, os participantes acompanham sessões de julgamento, conhecem as dependências do prédio, visitam o Espaço Memória e recebem exemplares do Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT.
Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou para levar o projeto a instituições de ensino, basta entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3032 ou 3617-3516.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Junior Silgueiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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