Economia
Agência de Fomento de MT reduz juros para operações da linha Agro
Economia
Da Redação
O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Agência de Fomento – Desenvolve MT, reduziu em mais da metade a taxa de juros da linha Agro. A taxa oferecida aos produtores rurais era de 13.8% ao ano, com a redução de 56,52%. A nova taxa ofertada é de 6% ao ano com bônus de adimplência de 5,40%, com prazo de carência para pagamento de até 24 meses.
O crédito da linha Agro visa estimular o setor que tem papel expressivo na expansão produtiva de Mato Grosso, pincipalmente o setor da agricultura familiar. A Desenvolve-MT disponibiliza linha de crédito destinada ao micro, pequeno produtor rural, além de cooperativas rurais que desejam investir em seu agronegócio e aumentar a produção. A linha de crédito de até R$50 mil reais é destinada a financiar ciclos produtivos das atividades agrícola e pecuária.
Para o presidente da Agência de Fomento, Jair Marques, promover a economia, o desenvolvimento e a geração de renda para os pequenos produtores é o grande objetivo da linha de financiamento. ‘’Baixamos as taxas para competir com o mercado, facilitar o empréstimo e, principalmente, atender os programas de governo”, explicou.
A Desenvolve-MT realizou 46 operações de crédito da linha Agro em três anos de operação, totalizando mais de 2 milhões de reais em financiamento destinado ao pequeno produtor rural.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o agronegócio é responsável por 50,5% do produto interno bruto (PIB) de Mato Grosso, o que comprova ser um dos setores mais competitivo da economia brasileira. Reforçando a cadeia, segundo dados da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), no Estado, cerca de 70% dos alimentos consumidos pelas famílias de Mato Grosso são produzidos pela agricultura familiar. Em Mato Grosso vivem cerca de 104 mil famílias que produzem alimentos para consumo dos moradores locais.
Foto: Ilustração
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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