Economia
Toyota paralisa produção de carros no Brasil até 5 de abril por conta da pandemia
Economia
Da Redação
A Toyota vai parar a produção de suas quatro fábricas no Brasil de 24 de março a 5 de abril, anunciou a montadora japonesa nesta sexta-feira (20), ampliando o grupo de fabricantes de veículos instalados no país que resolveu suspender atividades em meio à epidemia do novo coronavírus (Covid-19).
“A paralisação se deve no sentido de atenuar os riscos à saúde de seus colaboradores e de seus familiares, evitando ao máximo aglomerações e circulação de pessoas, associada ao quadro de incerteza do mercado brasileiro no curto prazo, além das dificuldades na cadeia logística e de suprimentos, que devem se agravar nas próximas semanas”, informou a Toyota em comunicado à imprensa.
As fábricas que serão paralisadas a partir da próxima semana são as de São Bernardo do Campo (SP), que produz peças de reposição e motores; Sorocaba (SP), que monta os modelos Etios e Yaris; Indaiatuba (SP), que fabrica o sedã Corolla; e Porto Feliz (SP), que produz motores.
Ontem (19), o sindicato de metalúrgicos de Curitiba anunciou que Volkswagen e Volvo darão férias coletivas de até 20 dias a partir do final deste mês. Na quarta-feira (18), General Motors e Mercedes-Benz anunciaram medida semelhante para seus funcionários no país a partir de 30 de março.
Foto: EBC Economia
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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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