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Preço do etanol volta a subir em alguns postos de combustíveis da Capital

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Da Redação

Mais uma vez o preço do etanol subiu em alguns postos de combustíveis de Cuiabá e região metropolitana. O preço do combustível aumentou cerca de R$ 0,20 nos postos de combustíveis nesta semana.

O litro do etanol, que estava custando entre R$ 3,05 e R$ 3,09 até a última terça-feira (3), chega a custar R$ 3,29 em alguns postos da capital nesta quinta-feira (5).

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e outros combustíveis (ANP), o preço do etanol nos postos da capital passou de R$ 3,19 para R$ 3,13 no dia 16 de fevereiro. Esse preço se manteve até o dia 29 do mesmo mês.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo), disse que os postos apenas repassaram o aumento cobrado pelas distribuidoras.

Segundo o diretor executivo do Sindipetróleo, Nelson Soares Júnior, a revisão nos incentivos fiscais do etanol, aprovada pela Assembleia Legislativa, não influenciou a elevação de preços desta semana.

Para Nelson, a elevação do preço do etanol afeta tanto o bolso do consumidor quanto do proprietário do posto. Segundo o sindicalista, sem o aumento do salário acompanhando o dos preços, o poder de compra cai.

Agora, os postos voltam a acompanhar os aumentos da distribuição, explica o sindicato.

Foto: Marcelo Bradet

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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