Mato Grosso
Polícia Civil descobre caixão sem corpo e investiga 4 por golpe do seguro de vida
Mato Grosso
Nome de mulher viva foi usado em fraude e agora ela é considerada morta. Valor de apólices de 4 seguradoras chega a R$ 1 milhão, em São Carlos, SP.
Da Redação
A Polícia Civil de São Carlos (SP) investiga o envolvimento de quatro pessoas em uma fraude de seguro de vida contra 4 seguradoras. Eles são suspeitos de usar o nome de uma mulher de Matão e simular sua morte para conseguir o dinheiro de 5 apólices, que somavam cerca de R$ 1 milhão.
O caixão usado na fraude foi aberto no Cemitério Nossa Senhora do Carmo na tarde desta terça-feira (30) e estava com uma pedra, um pedaço de ferro e um saco com serragens.
Esquema e sepultamento falso
Segundo as investigações, em junho do ano passado, o ex-agente funerário conheceu Cristiane da Silva, de 39 anos, que é de Matão e vivia em situação de rua. Ele prometeu ajudá-la e a levou até o Poupatempo para fazer RG e outros documentos.
Em outubro, o corretor de seguros adquiriu seis apólices de seguros de vida em nome de Cristiane. A beneficiária seria a dona de casa, filha do ex-agente funerário.
Em janeiro deste ano, o ex-agente teria convencido o médico a fornecer a falsa declaração de óbito de Cristiane, que apontava morte súbita como a causa da morte. O endereço do ex-agente foi colocado como sendo da residência da mulher declarada morta.
Com o atestado de óbito e documentação, o ex-agente funerário preparou um caixão, que foi lacrado, e fez o enterro no cemitério Nossa Senhora do Carmo. Ele ainda fez o pagamento dos custos do serviço e pagou pelo R$ 1.548,18 pelo túmulo.
Descoberta da fraude
Após denúncias, a Polícia Civil começou a investigar o caso. Os envolvidos souberam da apuração e desistiram de entrar com o pedido do pagamento do seguro. Os policiais localizaram a mulher que contou sobre o envolvimento com o ex-agente funerário. Hoje ela vive em uma casa em São Carlos e agora busca provar que está viva.
O caso foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) e a Justiça autorizou a exumação do caixão nesta terça. O delegado Walkmar da Silva Negré deve ouvir o ex-agente funerário, sua filha, o genro e o médico nos próximos dias. Eles podem ser indiciados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.
Defesa dos envolvidos
O advogado de defesa dos envolvidos, João Carlos Cazzu, disse que não houve dano financeiro a nenhuma empresa. “O que está sendo feito é uma diligência que vai acabar instruindo o inquérito policial. Eu não posso dar detalhes de mais nada porque o inquérito está na fase de investigação, ainda está numa fase probatória, muitas peças ainda vão precisar ser juntadas neste inquérito e o importante é que todos os envolvidos estão plenamente
empenhados em esclarecer isso da melhor forma possível”, disse.
De acordo com a Polícia Civil, o líder do esquema é um ex-agente funerário de 47 anos, que contou com a ajuda do genro, um corretor de seguros de 25 anos, e sua filha, uma dona de casa de 24 anos, que seria a beneficiária dos seguros.
Um médico que prestava serviços em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Carlos teria expedido a declaração de óbito oficial. Ele é genro do ex-agente. Eles devem ser ouvidos pela polícia nos próximos dias.
Fonte: G1
Mato Grosso
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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