Esporte
Corridas Proibidas abre o calendário 2020 de arrancadas em Mato Grosso
Esporte
Da Redação
Competição promete reunir cerca de 80 pilotos, que serão divididos em quatro categorias. O evento será realizado neste sábado (15), no KM 17, da Rodovia Palmiro Paes de Barros
O fim de semana será de velocidade, adrenalina no asfalto e com muitos carros esportivos de alta cilindrada. Corridas Proibidas, competição que abre o calendário de arrancadas de Mato Grosso, será realizado neste sábado (15), na Rodovia Palmiro Paes de Barros, KM 17, em Santo Antônio de Leverger.
A competição reúne cerca de 80 pilotos de várias cidades Mato Grosso e de outros estados. São 201 metros pista, e vence cada bateria o piloto que atravessar a linha de chegada na frente. As provas serão divididas em quatro categorias: Lista área 65, Shark Tank, Rachão 8s, 9s e 10s e Motocicletas.
Os vencedores desta edição formam as listas Top 10 e Top 20. Os pilotos que estiverem nas listas garantem vaga para a Armageddon. A competição nacional será realizada em Campo Grande e São Paulo, e reúne os pilotos mais rápidos do Brasil, que serão premiados em R$ 30 mil, respectivamente.
As competições de arrancada são tradicionais e sempre atrai muitos adeptos em Mato Grosso. Várias cidades, como Cuiabá, Santo Antônio do Leverger, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde já sediaram etapas da modalidade.
“O evento promete ser um dos melhores já realizados em Mato Grosso. Será apenas a primeira etapa da temporada. Os melhores pilotos e carros do estado estarão juntos para dar show na pista. O local onde será realizado a competição contara com toda segurança necessária ao público presente.”, destacou Rosberg, organizador do evento.
A realização de competições de arrancada pode contribuir de forma positiva ao combate à violência no trânsito. Afinal, o racha é proibido e tira a vida muitos brasileiros todos os anos.
Comodidade
Esta edição contará com ampla estrutura para competidores e amantes da velocidade. Serão disponibilizados bares, praça de alimentação, sonorização, banheiros químicos, boxes, ambulância e serviços de brigadistas. A expectativa é que 1250 pessoas compareçam ao evento.
Os portões serão abertos às 15h. As entradas serão disponibilizadas a partir de R$ 20, e podem ser adquiridas no momento do evento.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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