Alivio

Cuiabá vence o Fortaleza por 1 a 0

Publicado em

Esporte

Foto: Cuiabá esporte Club

Cuiabá entrou em campo nesta segunda-feira (6) focado em conquistar três pontos para deixar o Z-4. O time estava na zona de rebaixamento, mas diante de 15.923 torcedores, com 8 minutos de jogo, Elton fez o único gol da noite na Arena Pantanal, contra o Fortaleza, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ainda com esse resultado, o Cuiabá não está livre de ser rebaixado à segunda divisão. O Dourado precisa somar mais um ponto, ou ira, depender de combinações de resultados de outras partidas. Junto com o time mato-grossense, Bahia, Juventude e Grêmio chegam na última rodada com chances de serem rebaixados à Série B.  

Agora o Dourado pulou para a décima quinta posição, com 46 pontos. Bahia e Juventude vêm na sequência, ambos com 43 tentos; o Bahia leva vantagem no número de vitórias (11-10).

O time do Cuiabá estava sob pressão quando começou a partida na Arena. Com um belíssimo pênalti, Elton abriu o placar aos 8 minutos para o Dourado. O Fortaleza não conseguiu finalizar contra a defensiva do goleiro Walter.

Já etapa complementar, o leão do pici voltou melhor depois as mexidas promovidas pelo treinador Juan Pablo Vojvoda, e finalizou o placar 1 a 0. Com 25 minutos jogados do segundo tempo, o tricolor cearense passou o Cuiabá em número de finalizações.

A estratégia adotada por Jorginho foi de atrair o time visitante para o campo de defesa e explorar os contra-ataques, como costuma fazer nos jogos fora de casa. Mas a defesa respondeu bem, e o auriverde terminou a partida sem ter sua defesa vazada.

Na próxima quinta-feira (9), as 20h30, acontece a última partida do Cuiabá nesta edição do Campeonato Brasileiro, contra o Santos, na Vila Belmiro, em São Paulo.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA