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Procon-MT divulga dicas para economizar no material escolar

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Da Redação

Fevereiro chegou e com ele a volta às aulas. Para quem tem filhos em idade escolar, é hora de comprar material de papelaria – um dos primeiros gastos do ano. A famosa lista de materiais solicitada pelas instituições de ensino merece atenção especial do consumidor e existe regra sobre o que pode ou não ser exigido.

O Procon-MT esclarece que, de acordo com a Lei n. 12.886/2013, não podem ser incluídos nas listas de materiais escolares produtos de uso coletivo, como itens de higiene, papelaria, descartáveis, entre outros. “Esses custos coletivos devem estar no cálculo do valor do serviço prestado pela instituição”, alerta a secretária adjunta do Procon estadual, Gisela Simona.

A escola não pode exigir que pais e responsáveis comprem em determinada papelaria. A exigência do pagamento de uma taxa de material escolar também é ilegal por desrespeitar a liberdade de escolha do consumidor. Ou seja, a escola deve fornecer uma lista de materiais para que pais possam optar entre comprar diretamente nas papelarias ou pagar uma taxa à instituição, transferindo para a escola a responsabilidade pela aquisição do material.

Com a lista de materiais em mãos, e não constatando nenhuma irregularidade, o Procon estadual orienta, primeiramente, que o consumidor faça pesquisa de preços em diferentes lojas. Para economizar, a dica é negociar com a criança sobre a compra de produtos de marcas licenciadas, com personagens famosos, que são mais caros. 

“É a oportunidade dos pais abordarem junto aos filhos a educação financeira e o consumo consciente e, assim, substituir alguns produtos mais caros por outros com melhor custo-benefício”, ressalta Gisela Simona. 

Para não comprometer o orçamento familiar e, ao mesmo tempo, evitar desperdício e descarte desnecessário, é válido reaproveitar material do ano anterior. Assim, a dica é checar em casa e na escola se há material em bom estado ou pouco gasto que possa ser utilizado no novo ano letivo, como: mochila, pasta, avental, lápis de colorir e etc.  

Outra solução sustentável e econômica é se reunir com outros pais e responsáveis para a troca entre si de livros usados.

Foto: SECOM-MT

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Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano

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Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).

Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.

O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).

Dívidas antigas

Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.

As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.

Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.

“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.

O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.

Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.

(Com informações da Assessoria)



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