às 21h
Cuiabá enfrenta o Palmeiras na nesta terça-feira na Arena Pantanal
O duelo pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, que pode confirmar a permanência do Dourado na elite do futebol brasileiro.
Esporte
Com mais de 18 mil ingressos já vendidos, a Arena pantanal estará com a casa cheia nesta terça-feira (30), para o confronto entre Cuiabá e Palmeiras. A movimentação é grande já que o Dourado pode se aproximar ainda mais do objetivo de permanecer na Série A.
A equipe mato-grossense soma 43 pontos na tabela, enquanto o adversário tem 59. O duelo pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, que pode confirmar a permanência do Dourado na elite do futebol brasileiro, ocorre a partir das 21h e será transmitido pelo canal Premiere para todo o Brasil.
A nossa torcida está do nosso lado e vai ser positivo. Vimos em todos os jogos o quantos eles têm sido importantes e efetivos. O torcedor precisa compreender que verdadeiramente ele joga junto com o time, e eu já falei que existem jogadores que precisam do apoio da torcida. É muito importante que o torcedor vaie no momento em que o Palmeiras pegar na bola para que eles se sintam pressionados – disse o técnico Jorginho.
No apito
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva (PR)
Assistente 2: Sidmar dos Santos Meurer (PR)
4º Árbitro: Rodrigo da Fonseca Silva (MT)
VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Artilheiros no Brasileirão
8 Elton; 4 Jenison; 3 Jonathan Cafú e Pepê; Clayson, Felipe Marques e Rafael Gava; 1 Rafael Papagaio, Uillian Correia, Max, Marllon e Paulão.
Assistências no Brasileirão
5 Rafael Gava; 4 Clayson; 2 João Lucas, Cabrera e Felipe Marques; 1 Pepê, Guilherme Pato, Marllon, Lucas Ramon e Jenison.
Artilheiros na temporada
14 Elton; 6 Jonathan Cafú; 5 Rafael Gava; 4 Jenison; 3 Clayson e Pepê; 2 Guilherme Pato, Felipe Marques e Marllon; 1 Camilo, Auremir, Osman, Rafael Papagaio, Uillian Correia, Max e Paulão.
Cartões amarelos
2 Alan Empereur, João Lucas e Yuri; 1 Danilo Gomes, Uendel, Felipe Marques, Guilherme Pato, Uillian Correia, Cabrera, Lucas Ramon, Max, Rafael Papagaio, Anderson Conceição e Elton.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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