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Vendas em shoppings crescem 7,9% em 2019

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Da Redação

O levantamento divulgado hoje (30) pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indica que o setor teve um aumento de 7,9% nas vendas em 2019. Segundo associação, o faturamento chegou aos R$ 192,8 bilhões, o melhor resultado desde 2014.

A Abrasce atribuiu o bom resultado a um cenário econômico favorável, com inflação controlada e uma ligeira recuperação do mercado de trabalho.

A liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também contribuiu, segundo a associação, para aquecer as vendas em shoppings ao longo do ano.

Em 2019, houve um aumento de 0,6% no número de lojas em shoppings, totalizando 105,6 mil estabelecimentos. Para 2020, estão prevista, de acordo com a entidade, a abertura de 19 novos centros comerciais, sendo sete no Nordeste, cinco no Sudeste, quatro no Sul e três no Centro-Oeste. Atualmente, existem 577 shoppings no país.

Foto: Valter Campanato

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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