Esporte
Subcomandante participa de Campeonato Mundial de Jiu Jitsu com chances de medalha
Com trajetórias de lutas e conquistas, o atleta Alexander Gouveia espera alcançar mais um desafio, o tricampeonato mundial.
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O subcomandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Alexander Gouveia Ortiz, embarca na próxima quinta-feira (25) para São Paulo, onde estará participando do Campeonato Mundial de Jiu-jitsu Esportivo. O evento, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-jtsu será realizado no Ginásio de Esportes ‘Geraldo José de Almeida’, conhecido popularmente por Ginásio do Ibirapuera.
A competição – que se tornou tradicional no cenário nacional e internacional – terá a participação de mais de 2 mil atletas de todas as modalidades. O Campeonato Mundial de Jiu-jitsu Esportivo acontece de 25 a 28 de novembro.
Alexander Gouveia é amante de artes marciais e pratica jiu-jitsu desde o ano de 2016, nos anos seguintes (2017 e 2018) participou de campeonatos estaduais com vitórias. Em 2018 conquistou o 2º lugar no campeonato brasileiro, na categoria peso médio, sendo na época ainda faixa branca. Em 2019 conquistou o 3º lugar no campeonato brasileiro e o 2º lugar no campeonato mundial de jiu-jítsu. Já no ano de 2020 consagrou-se campeão no campeonato brasileiro e o bicampeonato mundial na categoria meio pesado.
Com trajetórias de lutas e conquistas, o atleta agora espera alcançar mais um desafio, o tricampeonato mundial. “Estamos indo com esse desejo, o de conquistar o tricampeonato, mas de também representar o município de Várzea Grande, o Estado de Mato Grosso e o Brasil. Foram meses de treinamentos pesados, realizados no contra turno da função que eu exerço na Guarda Municipal, mas me sinto bem preparado para as lutas que terei durante o campeonato mundial”, destacou.
O Prefeito Kalil Baracat disse que a participação do atleta e Guarda Municipal neste campeonato é importante porque, além de representar o município, é também motivo de inspiração para tantos jovens que como Alexander tem desejo de praticar artes marciais. “É sempre bom ver o destaque pessoal de um servidor de carreira, que desenvolve com precisão o seu trabalho, e busca a realização de seu sonho, seja no esporte ou em qualquer outra modalidade.
“Estamos todos na torcida para que o atleta tenha um bom resultado nas lutas e que possa conquistar medalhas”, desejou o prefeito.
O comandante da Guarda Municipal, Álison Baracat Salgado disse que GM e atleta Alexander Gouveia têm grandes chances de medalha e que ele é focado nos treinamentos. “Além disso, ele embarca para São Paulo com toda a nossa torcida”.
JIU JITSU: É uma arte marcial japonesa que utiliza uma série de diferentes técnicas e golpes corporais com o objetivo de derrubar ou imobilizar o oponente. Etimologicamente, a expressão jiu jutsu pode ser traduzida literalmente como ‘arte da suavidade’, uma referência ao caráter e filosofia dessa arte marcial.
O nível de destreza e conhecimento das técnicas do Jiu Jitsu é classificado entre os lutadores através do uso de diferentes faixas, sendo que cada uma representa o tempo de prática e habilidade do atleta.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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