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Várzea Grande sedia final da Supercopa masculina de Voleibol

O jogo ocorre na próxima terça-feira (26.10), às 19h30 – horário de Brasília – no ginásio Júlio Domingos de Campos “FIOTÃO”

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Várzea Grande vai sediar a final da Supercopa de Vôlei do Brasil no próximo dia 26 de outubro, terça-feira. A cidade foi escolhida por ter melhores condições de abrigar o evento esportivo, principalmente por causa do Ginásio Poliesportivo Júlio Domingos de Campos (FIOTÃO), recém-inaugurado e que adotou todas as regras e exigências necessárias para realização de jogos nacionais e internacionais.

“Fico feliz de ver Várzea Grande ter o reconhecimento nacional de entidades como a Confederação Brasileira de Vôlei, lembrando que já realizamos outros eventos e é essa a nossa intenção, mostrar que Várzea Grande é acolhedora e tem condições de bem servir e que estamos preparados, mesmo em período de pandemia de COVID-19 de realizar eventos de nível internacional como este”, disse o prefeito Kalil Baracat.

O secretário Municipal de Comunicação Social, Marcos Lemos, informa que o polo de vacinação no Ginásio Fiotão foi suspenso temporariamente por conta da Supercopa Masculina de voleibol, por ser o local indicado e apropriado, conforme regulamento nacional da Confederação de Voleibol para sediar o campeonato nacional.

“O Fiotão foi solicitado pela Confederação para ser sede do evento esportivo por estar dentro dos parâmetros esportivos estabelecidos pelo campeonato. Hoje (21), já foram suspensas as atividades de vacinação, porém os outros polos seguem funcionando normalmente com a vacinação contra Covid-19. Amanhã (22), haverá a sanitização de todo ginásio para a realização da Supercopa na terça-feira (26). Após o evento o ambiente passará novamente por processo de sanitização e desinfecção completa para segurança da população que busca o local para se vacinar”, destaca o secretário.  

O secretário de Comunicação Social informa aos veículos de comunicação interessados em cobrir a decisão da Supercopa masculina entre Sada Cruzeiro (MG) e Funvic/Educacoin/Natal (RN), que o credenciamento já está aberto. Os interessados na cobertura do evento esportivo devem encaminhar pedido de credenciamento para o e-mail imprensa@volei.org.br

O jogo ocorre na próxima terça-feira (26.10), às 19h30 – horário de Brasília – no ginásio Júlio Domingos de Campos “FIOTÃO”, centro de Várzea Grande. É necessário informar o nome do veículo, além do nome e cargo dos profissionais interessados na cobertura.

De acordo com informações da Confederação Brasileira de Voleibol, será obrigatória a apresentação de documento original com foto, carteira de vacinação comprovando as duas doses completas e/ou exame PCR Negativo com até 72 horas ou teste antígeno até 48 horas antes do evento.

A Confederação destaca ainda que a liberação será para um número limitado de profissionais e depende de aprovação prévia pelos protocolos de biossegurança. Os pedidos aprovados receberão um e-mail de confirmação com local e horário para retirada das credenciais. O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do voleibol brasileiro.

Foto: SECOM-VG

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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