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Corpo de Bombeiros encerra Operação Abafa Amazônia 2021 com R$ 25,3 milhões em multas aplicadas

A Operação Abafa Amazônia 2021 faz parte das ações do Governo de Mato Grosso, que investiu R$ 73 milhões para as diversas ações de combate à temporada de incêndios florestais.

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Foto: Assessoria- Secom-MT

A Operação Abafa Amazônia 2021 de combate ao desmatamento florestal por uso irregular do fogo na Região Norte de Mato Grosso foi encerrada, nesta sexta-feira (15.10), com aplicação total de R$ 25.356.655,00 aos proprietários de terras em Apiacás, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta.

De acordo com o relatório de balanço, durante os 11 dias de fiscalização em campo, os militares e demais agentes integrados no trabalho estiveram em 21 propriedades e detectaram um total de 6.623,74 hectares de vegetação devastada. As fazendas foram alvos da operação após identificação de focos de calor, detectados através do monitoramento de imagens via satélite, realizado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), que fica em Cuiabá.

A Operação Abafa Amazônia 2021 faz parte das ações do Governo de Mato Grosso, que investiu R$ 73 milhões para as diversas ações de combate à temporada de incêndios florestais. As instituições de segurança foram fortalecidas com equipamentos, veículos, dentre outras medidas para proteção dos biomas que apresentaram satisfatória redução na incidência de focos de calor na vegetação: Pantanal 92%, Cerrado 53% e Amazônia 38%.

Estrutura da operação

Ao todo, 32 agentes de segurança Pública; Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Perícia Oficial de Identificação (Politec) integram para realizar os ciclos de fiscalização.

A carreta do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM) da Secretaria de Estado de Segurança Púbblica (Sesp) foi deslocada para a cidade de Nova Bandeirantes. A tecnologia desta unidade foi usada pelas equipes que atuam na operação, facilitando a rápida atualização de diversas informações da operação, detalhes dos locais desmatados, além da produção de registro de infração, multas aplicadas. Um helicóptero do Ciopaer fez parte dos trabalhos de fiscalização sobrevoando os pontos mais distantes para identificar áreas desmatadas nos pontos com limitação de acesso terrestre.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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