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Operação da Deccor que bloqueou R$33 milhões levanta alerta de “figurões” de MT

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(Foto: Alan Marques/Folha Imagem)

Da Redação

Com o sequestro de bens e valores de duas empresas de propriedade de investigados em um esquema de fraude de licitações, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, levanta o alerta para outros “figurões” da política mato-grossense.

Na última sexta-feira (01) a Polícia Judiciária Civil (PJC), por meio da Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor) efetuou o sequestro de R$33,5 milhões em bens e valores de duas empresas.

A decisão teve parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE-MT) e foi deferida pelo juízo da 7º Vara Criminal de Cuiabá

Entre os bens sequestrados estão veículos, imóveis e valores pertencentes às empresas Trimec Construções e Terraplanagem e Strada Incorporadora e Construtora Ltda e de seus sócios.

Um veículo Land Rover avaliado em mais de R$700 mil e um apartamento de mais de R$3 milhões estão entre os bens sequestrados. O apartamento fica localizado na capital.

A ação visa reparar o prejuízo causado ao Estado após as supostas fraudes que consistiam no direcionamento de licitações, favorecendo as empresas investigadas que passavam a receber valores mesmo sem a execução dos serviços contratados.

Parte dos valores recebidos indevidamente era direcionado para o pagamento de propina para políticos, entre eles Silval Barbosa que foi um dos principais beneficiários do esquema criminoso.

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Após novo tarifaço dos EUA, medida provisória abre linha de crédito extra

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Empresas afetadas pelo tarifaço imposto na semana passada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros poderão recorrer a uma nova linha de crédito. A terceira rodada do Plano Brasil Soberano, como foi batizada a iniciativa pelo Executivo, será viabilizada pela MP 1.379/2026, publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União. O plano prevê um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

Dos R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões serão de recursos do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. Os R$ 13,5 bilhões do Tesouro vêm de valores não usados no Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais, e não devem, segundo o governo, gerar impacto no resultado primário das contas nacionais.

Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como a guerra entre EUA e Irã. Setores considerados estratégicos também foram incluídos.

As linhas poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de abertura e prospecção de mercados.

Entre os setores beneficiários estão agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, florestas plantadas, mineração, indústrias químicas e farmacêuticas, fertilizantes, setor têxtil, máquinas e equipamentos e setor automotivo.

A MP, que será apreciada por deputados e senadores em uma comissão mista, tem validade até 19 de setembro. Os parlamentares têm até 10 de agosto para apresentar emendas. A partir de 5 de setembro, ela entra em regime de urgência, obstruindo a pauta de votações.

Lei sancionada

Na mesma data de edição da nova medida, foi publicada a Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e proveniente da MP 1.345/2026, de maio deste ano. A medida autorizou a concessão de até R$ 15 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras e da agroindústria afetadas por medidas comerciais unilaterais e instabilidades no cenário internacional. Ela corresponde à segunda rodada do Brasil Soberano.

Em agosto de 2025, o governo editou a MP 1.309/2025, lançando o Plano Brasil Soberano para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A MP autorizou o uso do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para respaldar operações de crédito.

Com informações da Agência Brasil

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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