Centro de Reabilitação VG

Saúde comemora o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

O dia 21 de setembro traz a reflexão sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão da Pessoa com Deficiência na sociedade

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Política

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande, por meio do Centro de Reabilitação – CER II, destacou o intenso trabalho feito em prol dos deficientes em MT. O Centro proporciona atendimento a mais de 300 pessoas por mês, nas diversas especialidades para esta área em ortopedia, neurologia, psicologia, fisioterapia, nutrição, assistência social, equipe de enfermagem, totalizando 38 servidores da Saúde à disposição dos pacientes frequentadores do Centro de Reabilitação.

O dia 21 de setembro, foi sublinhado pela coordenação, traz a reflexão sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão da Pessoa com Deficiência na sociedade. O preconceito e a inacessibilidade foram os pontos centrais debatidos, por meio de palestras motivacionais no Centro.

Segundo a coordenadora do Centro de Reabilitação, Gilssa Ribeiro, a Saúde além de cuidar e tratar dos problemas físicos também cuida da autoestima para assegurar que os direitos das pessoas com deficiência sejam garantidos nos atendimentos em Saúde.

“Na Administração Pública existem muitos projetos de mobilidade urbana, acessibilidade, inclusão no mercado de trabalho e atendimento humanizado na saúde às pessoas com deficiência e famílias. Trabalhamos de forma integrada com várias Pastas da Administração Pública, como por exemplo a Assistência Social, que reconhece as necessidades da população vulnerável e ela é atendida, não só em suas necessidades de saúde, como a inserção em programas sociais e educacionais”, disse ela, informando que o Centro de Reabilitação agrega valores no atendimento a saúde e proporciona melhor qualidade de vida ao paciente.

Como experiência verdadeira desta afirmação, a mãe da pequena Lorena de 04 anos, Creusa Lina de Arruda, conta que sua filha nasceu com Síndrome Neurológica e é cega. “Comecei a frequentar o Centro de Reabilitação faz pouco tempo, e os profissionais daqui, já ensinaram minha filha a se comunicar, pegar objetos, mexer as pernas, ela vivia deitada, agora é uma criança que sorri, interage dentro das limitações dela e consegue identificar brinquedos. Mudei todo o meu comportamento, ela tem mais qualidade de vida, dou mais atenção, converso, ela consegue entender. Estou muito alegre e agradeço a dedicação de todos, médicos, enfermeiras, as nutricionistas, que me ensinaram a adotar alimentos que correspondem às necessidades dela. Sou grata a Deus e a estes profissionais”, disse a mãe emocionada.

“Nós atendemos aproximadamente 300 pessoas/mês, dando todo tipo de assistência e informação, através do nosso WhatsApp, aos pais, por telefone, em decorrência da pandemia  e presencialmente nas áreas de reabilitação. Adotamos políticas de inclusão e de resultado. O que queremos é que nossos pacientes dentro de suas limitações tenham uma melhor qualidade de vida”, explicou a coordenadora Gilssa Ribeiro, afirmando que os pacientes são de Várzea Grande, e são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde ao Centro de Reabilitação.

Para o palestrante, Marcione Mendes de Pinho, advogado, com limitação motora nas pernas, disse que prefere incentivar as pessoas com deficiência, a lutar pelos seus direitos e espaços, por acreditar que as verdadeiras políticas públicas, são aquelas que garantem um mundo mais acessível para todos os seres humanos.

“Sabemos que é preciso aprimorar cada vez mais as formas de comunicação, organizar os postos de trabalhos dentro das empresas, atuar junto ao mercado de trabalho, promover acessibilidade dentro das questões arquitetônicas e na mobilidade urbana e, acima de tudo, promover a conscientização da sociedade por meio da informação e nós trabalhamos para isso. Há muito trabalho ainda a ser realizado, muito a ser percorrido para que todas as pessoas tenham seus direitos assegurados. É preciso acabar com esse ciclo perverso de exclusão social e de preconceitos aos quais todas as pessoas com deficiência estão sujeitas no país. Hoje é dia de reconhecer, reafirmar e refletir sobre as políticas e ferramentas para a inclusão das pessoas com deficiência. Temos muitos motivos para celebrar, com muita luta ainda pela frente”, afirma ele, completando que o Centro de Reabilitação de Várzea Grande é referência e uma grande conquista de acessibilidade à Saúde, com tantos serviços à disposição para a pessoa com deficiência, conforme as necessidades e realidade da cidade.

“A gente entende que essas lutas são todas nossas. Como trabalhamos com a motivação, educação e mediação, entendemos que nosso papel, como mediadores, é investir nessa cultura de acessibilidade, de inclusão, para que as pessoas com deficiência tenham o direito garantido de poder participar de qualquer ação que tenha interesse e desejo de estar junto. Falo da vida, da perseverança e vontade de viver e lutar por espaços, de coragem, e que as limitações não sejam empecilhos, por uma vida melhor”, disse Tadeu Bezerra, portador de deficiência física e militante pelas causas da Pessoa com Deficiência. 

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Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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