Implantação do sistema BRT em Cuiabá e Várzea Grande
Anteprojeto prevê cinco linhas do eixo BRT, três terminais e 46 estações
Além dessa infraestrutura, as obras contam também com a implantação de ciclovia, pista de caminhada e parque linear
Política
O anteprojeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), movido à eletricidade, a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande, prevê uma extensão de 49,2 quilômetros de faixas dedicadas à circulação do BRT, cinco linhas-eixos, três terminais e 46 estações. Já a infraestrutura da rede integrada compreenderá, além das linhas-eixos, um total de 135 linhas de ônibus de Cuiabá, Várzea Grande e intermunicipal.
Além dessa infraestrutura, obras complementares deverão ser executadas, como a implantação de seis quilômetros de ciclovia e pista de caminhada, parque linear, adequação de calçadas e a construção do Largo do Rosário, na região do Morro da Luz, em Cuiabá, entre outras obras.
As informações, que constam no anteprojeto do BRT, foram apresentadas durante audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (16.09), no auditório da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e também transmitido pelo Youtube do Governo de Mato Grosso. Veja a apresentação.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a realização dessa audiência é uma oportunidade de apresentar os detalhes do anteprojeto e dar transparência a todo o trabalho executado pelo Governo do Estado na elaboração desses estudos, além de permitir que o cidadão possa tirar as suas dúvidas acerca da implantação dos corredores do BRT.
“Todos aqueles que tiverem dúvidas poderão tirá-las neste momento de audiências, para que a população não seja prejudicada por quem promove mentiras. Serão duas audiências. Essa aqui em Cuiabá e amanhã em Várzea Grande. Queremos dar transparência ao processo. O governo não tem nada a esconder. Desde o início trabalhamos com muita transparência. Uma marca do governador Mauro Mendes. Nada do que está sendo feito está sendo feito erroneamente. Tudo foi precedido de estudos”, afirmou o secretário.
Da infraestrutura prevista no anteprojeto, serão implantados os terminais André Maggi, em Várzea Grande, e os terminais CPA e Coxipó, em Cuiabá, além das 46 estações. Já as linhas do eixo BRT serão todas as linhas de interesse metropolitano que atendem as demandas integradas nos terminais e estações. Essas linhas terão dois modelos de operação: “parador”, no qual os ônibus realizam parada em todas as estações para embarque e desembarque, e “semi-expresso”, no qual as paradas ocorrem em estações específicas, de maior demanda ou na área central.
As cinco linhas do BRT serão: BRT 1 Terminal CPA – Terminal André Maggi (parador), BRT 2 Terminal CPA – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 3 Terminal André Maggi – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 4 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (parador) e BRT 5 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (semi-expressa).
O secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Rafael Detoni, explicou que essas linhas do BRT permitirão o atendimento das regiões centrais de Cuiabá e Várzea Grande – que não estavam previstas no projeto anterior do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – que são locais que possuem uma grande demanda de usuários do transporte coletivo.
“Existem dois atendidos que o VLT não fazia de forma direta, que é esse atendimento ao centro de Cuiabá e Várzea Grande. Quem queria chegar ao colégio Liceu Cuiabano, deveria descer do VLT, caminhar para pegar um ônibus para conseguir subir a avenida Getúlio Vargas e chegar lá. Mas o BRT são ônibus sob pneus, que rodam dentro e fora da canaleta. Então esse atendimento ao centro de Cuiabá e Várzea Grande gerou um incremento de 10% de extensão de corredor e vai beneficiar a grande maioria dos usuários do transporte coletivo”, disse Detoni.
Linhas do eixo BRT
A linha do BRT 1 tem percurso de 15,16 quilômetros no sentido Terminal CPA para o Terminal André Maggi e tem início no Terminal CPA, segue pela Av. Historiador Rubens de Mendonça, Av. Tenente Coronel Duarte, Av. 15 de Novembro, Ponte Júlio Müller, Av. da FEB, Av. Couto de Magalhães, Travessa Maracaju, Av. Filinto Müller e destino no Terminal André Maggi.
Já no sentido contrário, o percurso é de 16,63 quilômetros, e o traçado inicia no Terminal André Maggi, segue na Av. Filinto Müller no sentido Aeroporto, Av. João Ponce Arruda, Av. da FEB, Av. Tenente Coronel Duarte, Av. Historiador Rubens de Mendonça, alcançando o Terminal CPA. A estimativa é de que a viagem dessa linha em sentido único dure seis minutos.
A linha do BRT 2 tem uma extensão de 8,71 quilômetros, com percurso que se inicia no Terminal CPA, seguindo pela Av. Historiador Rubens de Mendonça e Av. Tenente Coronel Duarte até a Av. Getúlio Vargas, seguindo por esta via até a Praça 8 de Abril.
Nesta praça, o traçado inicia o sentido de retorno, com 9,07 quilômetros de percurso, seguindo pelas avenidas Isaac Póvoas e Generoso Ponce, até a interseção com a Av. Tenente Coronel Duarte, onde inflete à esquerda, seguindo, em sentido oposto até o Terminal CPA. Nessa linha, o modelo operacional é semi-expresso, com paradas nas estações. A estimativa é de que a viagem dessa linha em sentido único dure oito minutos.
Já a linha BRT 3 promove o atendimento de forma expressa do Terminal André Maggi até a área central de Cuiabá. Nesse sentido o traçado utiliza as avenidas Filinto Müller, Ponce Arruda, FEB e Tenente Coronel Duarte até a interseção com a Av. Getúlio Vargas, na qual há a conversão à esquerda seguindo por esta via até a Praça 8 de Abril, local onde se inicia o retorno.
No sentido Várzea Grande, o traçado segue pelas avenidas Isaac Póvoas e Generoso Ponce, Av. Tenente Coronel Duarte, Av. XV de Novembro, Av. da FEB alcançando a área central de Várzea Grande pela Av. Couto de Magalhães, Travessa Maracaju, Av. Filinto Müller e chegada no Terminal André Maggi. A extensão da linha é de 10,4 quilômetros no sentido Terminal André Maggi e 9,26 quilômetros no sentido oposto. A estimativa é de que a viagem dessa linha em sentido único dure nove minutos.
O traçado da linha BRT 4 tem extensão de 9,16 quilômetros com início no Terminal Coxipó, seguindo pela Av. Fernando Côrrea da Costa e Av. Cel. Escolástico até a Área Central de Cuiabá, com operação paradora. Na interseção com a Av. Tenente Coronel Duarte o traçado inflete à esquerda, no sentido centro, e depois à direita na Av. Presidente Getúlio Vargas.
Deste ponto, o traçado é igual ao das linhas BRT 2 e BRT 3 na área central de Cuiabá. No sentido de retorno, o trajeto é o mesmo do sentido Centro. A extensão da linha é de 9,48 quilômetros no sentido oposto. A estimativa é de que a viagem em sentido único dure quatro minutos.
![]()

Secretário Marcelo de Oliveira Foto: Christiano Antonucci
A linha BRT 5, por sua vez, possui o mesmo traçado da linha BRT 4; o que a diferencia é o modelo operacional, que nesta linha operará de modo semi-expresso com parada para embarque e desembarque em 8 estações. A extensão da linha é de 9,15 km quilômetros no sentido Terminal Coxipó – Centro de Cuiabá e 9,48 quilômetros no sentido oposto. A estimativa é de que a viagem dessa linha em sentido único dure nove minutos.
Além das quatro linhas do BRT, a rede integrada contará com 85 linhas de ônibus que operam exclusivamente em Cuiabá, 11 linhas intermunicipais e 39 linhas em Várzea Grande. Essas linhas variam em seu modelo de operação, que podem ou não fazer a integração direta com os terminais e estações do BRT. Ainda durante a audiência, foi esclarecido sobre como funcionará a integração para o usuário do transporte.
Para implantação de toda essa infraestrutura do BRT, o investimento estimado é de R$ 480 milhões. A publicação do edital de contratação de empresa responsável pela execução da obra é de até 15 dias após o término da segunda audiência pública, que será realizada em Várzea Grande, nesta sexta-feira (17.09). Uma vez contratada a empresa e emitida a ordem de serviço, o prazo de execução da obra é de 24 meses.
Política
Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço
Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.
A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.
Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.
Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Política7 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades7 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Cidades7 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Cidades5 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho
-
Polícia6 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência

