HOMENAGEM AOS VETERANOS DA CORPORAÇÃO
Corpo de Bombeiros de Mato Grosso comemora 57 anos
CBM foi criado por decreto como Batalhão em 19 de agosto de 1964, e efetivado em 1967
Polícia
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) completou 57 anos de fundação em Mato Grosso. Para celebrar esta data, foi realizada ontem (20.08) uma solenidade na sede da corporação, presidida pelo comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges Ferreira, com a participação do secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.
A cerimônia teve a presença de cerca de 50 militares, entre tenentes, tenentes-coronéis, majores, além de familiares convidados. Três bombeiros pioneiros foram homenageados com a medalha ‘Imperador Dom Pedro’ pelo bravo trabalho prestado à corporação durante uma época em que não havia auxílio de mecanismos tecnológicos.
“Para comemorar o presente é muito importante resgatar o passado; há 57 anos criamos a primeira unidade em Cuiabá, na região central. Após três anos, vieram outras duas unidades, sendo uma em Corumbá e outra em Campo Grande. Imagina como era a dificuldade enfrentada pelos nossos guerreiros, naquela época, sem os recursos atuais da tecnologia, todo o trabalho era feito com muita vontade e muita técnica para servir à sociedade”, disse o coronel Alessandro Borges Ferreira.
Ainda de acordo com o comandante-geral ao longo desses 57 anos a corporação vem evoluindo, com orçamentos fortes para reequipar, capacitar e oferecer maiores condições para atender Mato Grosso. Diversos trabalhos são realizados, principalmente no atual momento de estiagem, período em que 1.310 militares estão empenhados de forma direta e indireta para combater incêndios florestais e urbanos em Mato Grosso.
O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, destacou que os bombeiros são uma das instituições com maior credibilidade em Mato Grosso, no Brasil e no mundo. “São diversos e excelentes trabalhos prestados ao longo desses 57 anos do Corpo de Bombeiro Militar de Mato Grosso. Estão sempre presentes para resolver as maiores e mais graves necessidades”.
O CBM foi criado por decreto como Batalhão de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, em 19 de agosto de 1964, e efetivado em 1967. Em 1994 se tornou independente da Polícia Militar.
Investimentos na estrutura do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso vem realizando investimentos para melhoria e modernização das unidades prediais do CBMMT. Conforme o secretário de Segurança Pública, além dos novos prédios, há um investimento de quase 30 milhões na aquisição de equipamentos, uma realidade que projeta o Estado na esfera nacional, sendo referência para os demais.
Outro importante investimento anunciado pelo Estado é o concurso público que vai fortalecer ainda mais o quadro de militares na corporação. A abertura do edital está prevista para este semestre.
Para fortalecer o trabalho dos Bombeiros na resposta aos incêndios florestais de 2021, foram abertas duas novas unidades em Mato Grosso.
Em janeiro de 2021, foi entregue o 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar na cidade de Poconé, com investimentos de R$ 2,6 milhões para atuar na preservação do Pantanal.
Outra unidade aberta, foi o 2º Pelotão Independente no município de Santo Antônio de Leverger (distante a 35 km de Cuiabá). Resultado da parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Prefeitura Municipal e a iniciativa privada. Cerca de 30 mil moradores serão beneficiados com a nova sede.
A solenidade contou com a presença do comandante-geral adjunto, coronel BM Ricardo Antônio, o corregedor-geral do CBMMT, coronel BM Dércio Santos, o diretor operacional, coronel BM Agnaldo Pereira, o diretor de Segurança Contra Incêndio e Pânico, Coronel BM João Rainho.
Outras autoridades presentes foram o assessor especial, coronel BM Abadio, o diretor de Administração Institucional e DGE, coronel BM Paulo Correia, o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa, coronel BM Flávio Gledson Viera. Da reserva remunerada, estiveram presentes o coronel BM Sidney Rodrigues e os ex-comandantes-gerais coronel BM Carlos Alexandre e coronel BM Clarindo Vicente.

Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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