Dia Nacional do Ciclista
Detran-MT ressalta os cuidados com a segurança e o transporte de bicicleta
Alterações recentes no código de trânsito trouxeram duas importantes mudanças para os ciclistas
Esporte
Seja como esporte ou mesmo para lazer, a bicicleta vem ganhando espaço nas ruas, avenidas e rodovias. No Dia Nacional do Ciclista, comemorado nesta quinta-feira (19.08), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) reforça a importância dos cuidados que devem ser tomados para pedalar mantendo a segurança própria e de terceiros, bem como a maneira correta de transportar a bicicleta.
No quesito segurança, o artigo 105 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) traz uma série de itens obrigatórios para utilização em bicicleta, tais como: campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor esquerdo.
O uso do capacete também é primordial para a segurança. “O ciclista está mais vulnerável a quedas em qualquer acidente. E, nas quedas, é comum que bata a cabeça no meio fio, calçada, chão, em veículos. Por isso é importante utilizar também o capacete para pedalar, mesmo que em distâncias mais curtas”, observou a gerente de Ações Educativas do Detran-MT, Rosane Pölzl.
Os locais onde houver ciclovia ou ciclofaixa, ainda que compartilhadas, são os mais seguros para se pedalar. “Onde não houver é importante observar que deve trafegar sempre à margem direita da via, o mais próximo possível do meio fio, sempre no mesmo sentido dos demais veículos”, alertou Rosane.
Muitos ciclistas preferem pedalar no período noturno e, com isso, os cuidados devem ser redobrados, uma vez que a visibilidade é reduzida durante a noite.
“Ao pedalar a noite, é importante utilizar roupas claras e fixar dispositivos retroreflexivos na bicicleta ou capacete, para o ciclista ser visualizado a longa distância, minimizando assim os riscos de acidentes”, reforçou a gerente.
Como transportar a bicicleta
Quando o ciclista optar por transportar a bicicleta no veículo, deve fazer a fixação do transbike e solicitar a segunda placa traseira junto ao Detran-MT, para não incorrer na infração do artigo 230 do CTB, que trata sobre a legibilidade e visibilidade da placa de identificação do veículo.
Pelo artigo 230, conduzir o veículo com qualquer uma das placas de identificação sem condições de legibilidade e visibilidade é considerada infração gravíssima com penalidade de multa e remoção do veículo.
“Importante lembrar que se o veículo já for registrado no padrão Mercosul, basta procurar uma unidade do Detran, no setor de vistoria, para solicitar a autorização da confecção da segunda placa traseira”, explicou o diretor de Veículos do Detran-MT, Augusto Cordeiro.
Caso o veículo ainda esteja emplacado no padrão antigo, placa cinza, é preciso solicitar o emplacamento no modelo Mercosul e só então solicitar a confecção da segunda placa traseira.
Mudanças na Lei de Trânsito


Divulgação Secom/MT Detran
Comparado ao motorista, o ciclista é a parte mais frágil nas vias de tráfego, assim como os pedestres. Pensando nisso, a Lei Federal nº 14.071/2020 que entrou em vigor no dia 12 de abril deste ano, alterando trechos do Código de Trânsito Brasileiro, trouxe duas alterações importantes que tratam do ciclismo.
Uma delas é a criação de multa para quem parar em ciclovia ou ciclofaixa. Essa atitude agora é infração grave, sujeita a multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. Antes, só existia multa para quem estacionava ou transitava sobre ciclovia ou ciclofaixa.
Outra alteração é quanto ao aumento da gravidade da infração para quem não reduz a velocidade do veículo ao ultrapassar o ciclista. Antes, essa atitude era uma infração de natureza grave, sujeita a multa de R$ 195,23.
Agora, deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito ao ultrapassar ciclista agora é infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 293,47.
“A intenção dessas alterações do Código é de que haja maior responsabilidade no trânsito, tanto por parte dos motoristas como dos ciclistas, evitando, dessa forma, acidentes e até mortes no trânsito”, observou a gerente de Ações Educativas do Detran-MT, Rosane Pölzl.
Evento
Para comemorar o Dia Nacional do Ciclista, a Guarda Municipal de Várzea Grande irá realizar, nesta quinta-feira (19.08), o tradicional evento “Pedal da Guarda”.
A saída será às 20h, da praça Sarita Baracat, em Várzea Grande, com destino a avenida Fernando Correa, região do Coxipó, em Cuiabá.
O Detran vai participar do evento orientando os ciclistas em como transitar com segurança na bicicleta. Ao final do pedal, terá um sorteio de brindes para os participantes.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Polícia7 dias atrásDeputado defende investimentos em infraestrutura sem novos custos para a população
-
Política2 dias atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades2 dias atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política5 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Cidades1 dia atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Polícia5 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência


