Mato Grosso
Mulher é morta com tiro na cabeça na frente dos filhos em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Uma mulher de 25 anos, identificada como Daiany Tatsch Gorget Duarte, foi assassinada com um tiro na cabeça na madrugada desta segunda-feira (30), no Residencial Gilson de Barros, em Várzea Grande.
De acordo com as informações, por volta das 3h, dois homens ainda não identificados invadiram a casa de Daiany e atiraram contra a cabeça da vítima, os filhos da vítima presenciaram o crime, de acordo com um dos filhos, o mandante teria sido o ex-marido da vítima, que esta preso desde 2012 na Penitenciária Central do Estado (PCE), segundo as informações, ele está preso por envolvimento no assassinato de um policial.
A vítima ficou caída na cozinha da casa, uma equipe de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou o óbito. De acordo com a Polícia Militar (PM), um dos filhos afirmou que o pai, identificado como Isaias Duarte Pereira, conhecido vulgarmente por “Caveirinha” foi o mandante do crime.
Além do envolvimento na morte do policial em 2012, Isaías ainda possui um mandado de prisão, cumprido em junho deste ano por envolvimento em um outro homicídio, desta vez, de dum detento dentro do presídio em 2013, na ocasião, o suspeito teria obrigado a vítima a ingerir uma bebida com medicamentos que levaram o detento a morte.
O marido da vítima, ainda seria ligado a uma facção criminosa com grande influência no Estado. Uma equipe da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado, além disso, posteriormente equipes de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que realizou os trabalhos pericias.
Os filhos da vítima foram entregues sob os cuidados da avó materna, a Polícia Judiciária Civil (PJC) está investigando o caso, até o momento ninguém foi preso.
Foto: PM-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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