Rede de Ouvidorias em 2020

CGE publica Relatório de Gestão das atividades

A elaboração do relatório é uma exigência do Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos

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Política

Foto: Ligiani Silveira

A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Ouvidoria-Geral e Transparência, disponibilizou, nesta terça-feira (10.08), o Relatório de Gestão das atividades e resultados dos atendimentos da Rede de Ouvidorias do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso no ano de 2020. A elaboração do relatório é uma exigência do Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos (Lei Federal nº 13.460/2017).

A referida lei estabelece que a cada exercício deve ser produzido relatório de gestão com, ao menos, informações sobre o número de manifestações recebidas no ano anterior, os motivos das manifestações, a análise dos pontos recorrentes e as providências adotadas pela administração pública para as demandas apresentadas.

Em 2020, a Rede de Ouvidorias, composta por 38 Ouvidorias Setoriais e Especializadas, recebeu 25.842 mensagens, sendo 1.497 arquivadas de ofício e 231 relativas a outras esferas de poder. Dessa forma, as demandas válidas somaram 24.114.

Ao desmembrar as mensagens por tipificação, 57% das demandas recebidas foram solicitações, 24% reclamações, 10% denúncias, 5% elogios, 3% pedidos de informação e 1% sugestões.

Sobre a forma de acesso à ouvidoria, o principal meio de entrada das mensagens foi o site do Fale Cidadão, representando 65% do total. Outras 24% das manifestações foram registradas pelo aplicativo MT Cidadão, um crescimento de mais de 2.000% em comparação ao ano de 2019, quando foram recebidas apenas 277 mensagens por esse meio.

Na análise por entidade, 80% das mensagens foram relativas a oito entidades: Detran –  responsável sozinho por 36% de tudo o que foi recebido – Seduc, SES, Sefaz, PGE, Seplag, Sema e Procon.

Sobre os assuntos das manifestações, 10 deles representaram 57% das mensagens recebidas: renovação de habilitação, atendimento ao cidadão, Covid, dívida ativa, licenciamento de veículos, apuração de responsabilidade, direitos, obrigações e vantagens dos servidores públicos, recrutamento e seleção de servidores, ensino médio e desenvolvimento de sistemas. 

Das mensagens válidas, 92% foram respondidas e 8% permaneciam em tratamento até 31 de dezembro. Das mensagens respondidas, 84% foram encaminhadas dentro do prazo de 30 dias. O tempo médio de resposta foi de 15 dias. O índice de cumprimento do prazo de resposta (30 dias) ficou em 77,2%.

O relatório anual de gestão está disponível no site da CGE (www.controladoria.mt.gov.br), no menu Ouvidoria/Estatísticas, e no site da Ouvidoria-Geral (www.ouvidoria.mt.gov.br), no menu Serviços/Relatórios/Estatísticas.

Confira AQUI o detalhamento das atividades e dos atendimentos.

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.

Fonte: ALMT – MT



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