Mato Grosso
Corpo carbonizado é encontrado dentro de veículo queimado em estrada de terra em Sinop
Mato Grosso
Da Redação
Um corpo carbonizado foi encontrado dentro de um carro incendiado na zona rural de Sinop (503 km de Cuiabá), na manha desta sexta-feira (27), até o momento a vítima não foi identificada.
De acordo com a perita que acompanha o caso, Nayane Lanzieri, devido ao estado de carbonização do corpo, ainda não foi possível identificar nem mesmo o sexo da vítima, a perita diz ainda, que devido ao estado que o carro se encontra é provável que tenha sido utilizado alguma substância acelerante para atear fogo no veículo.
O veículo foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local, uma estrada de terra conhecida como “Estrada Silvana”, que dá acesso a Comunidade Brígida, a pessoa que acionou a polícia chegou no momento que o veículo ainda estava em chamas.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá, onde irá passar por exame de necropsia. O veículo estava completamente destruído e por este motivo não foi possível identificar a cor do mesmo, porém os policiais identificaram que a placa é da cidade de Colíder (648 km de Cuibá).
Inicialmente havia a suspeita que o veículo pudesse ter sido clonado, mas após a checagem do mesmo foi descartada esta possibilidade. A Polícia Judiciária Civil (PJC) através da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando o crime, até o momento não há informações sobre possíveis suspeitos.
Foto: TVCA
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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