Mato Grosso
Bando tenta fugir e são presos por tráfico de drogas em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) prendeu na tarde desta quinta-feira (26) seis pessoas acusadas de tráfico de drogas e formação de quadrilha no bairro Pirinéu, em Várzea Grande.
De acordo com as informações, uma equipe do Grupo de Apoio do 4ª Batalhão (GAP) estava em patrulhamento pela Avenida Dergan Bussiki no referido bairro, quando se deparou com várias pessoas em atitude suspeita, quando os suspeitos perceberam a presença da polícia os mesmos fugiram em direção a uma mata, no momento da fuga, um dos suspeitos deixou cair um pote.
Os policiais realizaram um acompanhamento tático e conseguiram realizar a abordagem dos suspeitos, no momento da abordagem, alguns dos envolvidos resistiram a abordagem, momento que foi necessário o uso da força moderada por parte dos policiais.
Durante a revista pessoal foi encontrado no bolso de um dos suspeitos, trinta e três porções de substância análoga a pasta base, dois tubos de linhas, uma tesoura e cerca de R$ 262 em espécie. Já dentro do pode dispensado pelo outro suspeito, havia vinte porções de substância análoga a maconha, seis porções de substância análoga a cocaína e mais uma grande porção de maconha, além das drogas, ainda foi encontrado uma faca, duas tesouras e mais R$ 220 em espécie.
Os policiais solicitaram o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), por se tratar de uma região de mata, foi necessário o uso de cães farejadores na busca de possíveis entorpecentes escondidos na mata, porém nada mais foi localizado.
Foram presos na ação: Sérgio Almeida da Silva, Vagner Duarte Gonçalo Pinto, Luiz Fernando Alves, Daniel Rodrigo da Silva, Ricardo R. Guedes e Willian Ribeiro Nunes. O entorpecente foi localizado em posse de Vagner e Sérgio.
Diante dos fatos, os seis foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande onde foi lavrado um boletim de ocorrência e posteriormente foram apresentados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) que tomou as medidas cabíveis.
Os suspeitos deverão responder pelos crimes de tráfico de drogas, formação de quadrilha, resistência a prisão, desobediência e uso ilícito de drogas.
Foto: PM-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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