Mato Grosso
Corpo de Bombeiros localiza corpo de uma das três vítimas de barco que virou no Teles Pires
Mato Grosso
Da Redação
O Corpo de Bombeiros localizou na manhã desta quinta-feira (26) o corpo de uma das três vítimas que desapareceram após o barco virar em um lago no Rio Teles Pires na tarde desta quarta-feira (25).
No barco estavam oito pessoas, no momento que o barco virou, três pessoas desapareceram, elas foram identificadas como Zenilda Camargo, 32 anos, Rafael Camargo Alves, 20 anos, e sua namorada identificada como Anna Sarate, 17 anos.
O Corpo de Bombeiros iniciou os trabalhos de busca ainda na tarde desta quarta-feira, os trabalhos foram suspensos por volta das 18h30 e retomado na manhã desta quinta-feira.
A lagoa onde o barco afundou é parte alagada por conta da barragem de uma usina construída no Rio Teles Pires e possui cerca de cinco metros de profundidade, além de uma quantidade muito alta de galhos que estão submersos.
As três pessoas que desapareceram após o acidente não estavam usando colete salva-vidas. A família passava o Natal em uma chácara da região e resolveram dar uma volta de barco, no total eram seis pessoas a bordo, entre elas uma criança de quatro anos e outra de oito anos que foram salvas por uma outra pessoa que estava no barco.
Até o momento não foi divulgado a identidade do corpo resgatado, o Corpo de Bombeiros continua os trabalhos para localizar os outros dois corpos.
[Atualização 15:48: O primeiro corpo localizado foi da jovem Ana Sarate de 17 anos, os bombeiros continuam as buscas pelos outros dois corpos.]
Foto: Corpo de Bombeiros
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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