ACIDENTE AÉREO
Helicóptero Robinson 44 cai no Pantanal/MT com cocaína; ninguém foi preso
Suspeitos abandonaram sacos de droga e fugiram antes da chegada dos policiais. PF fará perícia no local nesta segunda-feira (2) para tentar identificar digitais na aeronave.
Polícia
Policiais militares do Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER-MT se deslocaram ontem (domingo, 1º) até uma fazenda do Pantanal, após receber comunicado sobre a queda de helicóptero. A propriedade onde ocorreu o acidente fica localizada no município de Poconé, numa área de difícil acesso por terra, o que exigiu monitoramento por satélite. Com base nesses dados, o helicóptero do CIOPAER, auxiliado também por informações da Polícia Federal e por policiais do Grupo Especial de Fronteira – GEFRON, chegou ao local em minutos.
Enquanto alguns integrantes da equipe vistoriavam o aparelho, que levava 300 quilos de cocaína, foi efetuado sobrevoo na região para tentar localizar os seus ocupantes, integrantes do narcotráfico. Aparentemente, não houve registro de vítimas nesse acidente. Até agora, nenhum dos tripulantes foi localizado ou identificado. A Polícia também não encontrou documentos, apenas a carga de cocaína a bordo dos destroços.

Foto: Ciopaer
O helicóptero acidentado, modelo Robinson R-44, matrícula PT-RMM, é considerado de linha média, aeronave mais utilizada por escolas de treinamento de pilotos [aeroclubes] e agências de turismo. De acordo com a PF, o helicóptero é avaliado em aproximadamente R$ 450 mil. Dificilmente é empregado no transporte regular de passageiros, sendo poucos os aparelhos que integram as frotas de táxi-aéreo, que operam preferencialmente aeronaves bimotoras turbinadas, a exemplo do Esquilo fabricado em MG, utilizado pelo próprio CIOPAER.

CHRISTIANO ANTONUCCI SECOM – MT
Pelos levantamentos preliminares feitos por oficiais do CIOPAER, os danos sofridos pela aeronave são irrecuperáveis, caracterizando perda total (PT). Não se sabe ainda as causas desse acidente, que será investigado pelo CENIPA, unidade técnica do SERAC-6 – Sexto Serviço Regional de Aviação Civil especializada em acidentes aeronáuticos.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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