Mato Grosso
Gefron e Polícia Federal apreendem 436 quilos de drogas e prendem quatro pessoas
Mato Grosso
Da Redação
Uma ação conjunta do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) e da Polícia Federal (PF) apreendeu no final da tarde desta sexta-feira (20.12), na zona rural do município de Comodoro (a 597 km ao Oeste de Cuiabá), 436 quilos de drogas, que estavam divididas em tabletes. O entorpecente, que foi carregado na Bolívia e tinha como destino a Região Sudeste do país, estava sendo transportado em uma aeronave modelo Cessna 206.
Um veículo com dois ocupantes dava apoio para o pouso da aeronave em uma propriedade rural. Ao visualizarem a presença dos policiais, o piloto e o co-piloto conseguiram fugir pela região de mata. Mas os dois homens que estavam no automóvel foram detidos.
Segundo as investigações, o gerente da fazenda, que também foi preso, receberia R$ 30 mil para permitir pousos e decolagens de aeronaves carregadas de drogas. Uma terceira pessoa que também dava cobertura foi presa.
Além da apreensão das drogas, as polícias localizaram seis armas de fogo, sendo um fuzil, duas carabinas, um revólver, uma pistola e uma espingarda. Os veículos, que davam apoio para a ação criminal, também foram apreendidos.
Participaram da ação profissionais do Gefron, da Polícia Federal, do 12º Comando Regional da Polícia Militar e da 2º Companhia Independente da Polícia Militar. As buscas seguem para localizar os suspeitos que fugiram.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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